quarta-feira, 10 de julho de 2013

A dieta do bom humor

Percebeu como as pessoas hoje em dia depositam na alimentação a responsabilidade das suas emoções? Se estão felizes, exageram na comida; se estão na TPM, devoram sem culpa uma caixa de bombom; e se estão tristes, afogam as mágoas no copo de cerveja. Separar as emoções e os alimentos para evitar o desequilíbrio tem sido um dos maiores desafios da vida moderna, mas é possível se permitir comer bem e de tudo. O segredo está nas escolhas inteligentes. “Normalmente, dietas milagrosas ou restritivas que fazem a pessoa passar longos períodos em jejum acabam causando muito sofrimento e irritação, levando até a traumas emocionais. Então, logo se desiste. O ideal é o consumo equilibrado de alimentos que possam ajudar no emagrecimento, mas também espantar a tristeza, combater a depressão e a ansiedade e ainda melhorar o humor”, diz o Dr. Amilton Macedo (CRM/SP - 80686), médico dermatologista com prática em oxidologia, responsável pela pele e shape de celebridades como Sabrina Sato, Fernanda Motta, Débora Fallabela, Carol Trentini, Mirela Santos e Mariana Weickert. Acredite: esses alimentos existem, fazem parte do seu dia-a-dia, são saudáveis e gostosos, e ajudam a emagrecer com prazer. É a chamada Dieta do Bom Humor, que conta com um menu com preparações que conseguem manter o nível de glicose constante durante todo o dia, prolongando a sensação de saciedade e evitando compulsões. Macedo conta que aveia, banana, chocolate, arroz integral, nozes e vinho tinto são alguns desses alimentos. Eles estimulam a produção e a liberação de neurotransmissores, substâncias que transmitem impulsos nervosos ao cérebro e são responsáveis pelas sensações de bem-estar e prazer. “Os três principais neurotransmissores relacionados com o humor são a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. A serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, proporciona ação sedativa e calmante. Já a dopamina e a noradrenalina proporcionam energia e disposição”, explica o médico. Segundo o especialista em medicina ortomolecular, na Dieta do Bom Humor você pode comer de tudo um pouco, até pipoca e sorvete, desde que se tenha bom senso, e sempre a cada três horas. É assim que se atinge o peso ideal e o mantém para sempre. Sem fórmulas milagrosas. “Dietas ricas em carboidratos, por exemplo, podem ser utilizadas como coadjuvantes no tratamento de melhora do humor. O chocolate também influencia diretamente na produção de endorfina e dopamina, que desencadeiam o aumento dos níveis de serotonina e, por isso, nos deixa mais relaxados. Mas não podemos deixar faltar castanhas, nozes, amêndoas, trigo integral e peixes na dieta. O consumo dos alimentos deve ser equilibrado e orientado por um profissional, para evitar o ganho de peso excessivo”, alerta. Conheça alguns alimentos que não podem faltar em seu cardápio: Carboidratos – Eles fornecem energia para todas as atividades do organismo e atuam no metabolismo cerebral de neurotransmissores que causam saciedade, bem-estar e bom humor. Por isso pessoas submetidas a dietas radicais (que suprimem calorias e carboidratos) estão sempre de mau humor. Além disso, carboidratos atuam no controle da fome, favorecem a queima de gordura e diminuem a retenção de líquidos, aspectos importantíssimos para o bom humor. Banana - Cheia de vitamina B6, triptofano e magnésio, fornece energia e, graças aos carboidratos, potássio, magnésio e biotina, ajuda a diminuir a ansiedade e aumentar o bom humor, pois estimula o organismo a fabricar serotonina. A piridoxina (vitamina B6) atua nas reações metabólicas dos aminoácidos e proteínas como a serotonina ajudando a prevenir a depressão, ansiedade, irritação. Além disso, a vitamina B6 tem ação no sistema cognitivo quando atua na síntese de neurotransmissores. Leite – Além das vitaminas do complexo B, também tem cálcio, que ajuda a relaxar os músculos, e proteínas, que estimulam o sistema nervoso. Frutos do mar – Têm em sua composição zinco e selênio, que agem no cérebro, diminuindo o cansaço e a ansiedade. São ainda boas fontes de proteína e gordura saudável (Ômega 3), essenciais para o bom funcionamento do coração, e iodo, que garante o bom funcionamento da tireoide, a glândula que regula o metabolismo. Ovos – Os nutrientes dos ovos que garantem o bom humor são a timina e a niacina (vitaminas do complexo B), ácido fólico e acetilcolina. A carência deles pode causar apatia, ansiedade e até perda da memória. Carne – Possui niacina, uma vitamina do complexo B que, quando está em falta no organismo, causa depressão. Também é rica em ferro e cobre, que combatem a anemia e transportam o ferro. O zinco, presente em sua composição, é antioxidante: combate os radicais livres e retarda o envelhecimento. Além disso, seus aminoácidos fazem o cérebro funcionar melhor. Chocolate - Também fonte de triptofano (precursor da serotonina), além de teobromina (tem efeito estimulante) e magnésio (melhora o mau humor) e ajuda no relaxamento. Diversos estudos comprovam que o magnésio ajuda a aliviar os sintomas de estresse e mau humor, principalmente em mulheres na fase de tensão pré-menstrual. Fonte - Dr. Amilton Macedo (CRM/SP - 80686), médico dermatologista com prática em oxidologia. Seleção de texto: Lazinha Paes Leme

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Produção exessiva do "Hormônio do Leite" leva à infertilidade

Embora a hiperprolactinemia seja a causa menos conhecida de infertilidade, ela não é tão rara assim. A produção excessiva da prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite, é uma alteração frequente na prática médica e responsável por até 25% dos casos de amenorreia, a ausência regular de menstruação. Em outros diagnósticos, a alta dosagem do hormônio do leite humano presente no sangue pode trazer consequências mais graves à saúde da mulher, como a galactorréia (produção de leite fora da gestação) e a dificuldade de gravidez. O ginecologista Joji Ueno (CRM-48.486), doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP, explica que a prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios. Sua principal função no organismo é a produção de leite pelas mulheres em amamentação. "Por isso, a hiperprolactinemia acomete principalmente as mulheres, mas não é um problema exclusivamente feminino. Em homens, o distúrbio se manifesta por disfunção erétil, redução da libido, infertilidade e hipogonadismo, que é a diminuição da produção de espermatozoides", esclarece o médico, responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera. As causas do aumento de prolactina podem ser fisiológicas, quando o próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina durante o sono, no stress físico e psicológico, durante a gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual; farmacológica, ou seja, causada pelo uso de medicamentos, como antidepressivos e demais medicamentos psiquiátricos; e patológicas, quando envolve alterações da glândula hipofisária, como as lesões do hipotálamo ou da haste hipofisária, e tumores benignos secretores de prolactina, conhecidos como adenomas ou prolactinomas. Em muitos casos a disfunção pode ser causada por associação com outras doenças, como síndrome dos ovários policísticos, hipotireoidismo, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática. "Mas as causas mais comuns são o uso de certas medicações e a presença de tumor na hipófise, produzindo quantidade excessiva do hormônio. Por isso, quase todas as pessoas com aumento de prolactina precisam fazer exame de ressonância magnética ou tomografia para se descartar a presença de um tumor", alerta Ueno. O diagnóstico da hiperprolactinemia é feito por meio de um exame laboratorial que mede a concentração de prolactina no sangue. Níveis acima de 20 ou 25 ng/ml caracterizam o distúrbio. Já quando o resultado da análise for acima de 100 ng/ml, existe a possibilidade da existência de um tumor benigno da hipófise. “Esses tumores podem causar distúrbios neurológicos como cefaleia e perda visual”, diz o médico. Porém vale ressaltar que, geralmente, as consequências são reversíveis e os tumores são muito sensíveis ao tratamento medicamentoso. Com tratamento, sintomas tendem a desaparecer O tratamento da hiperprolactinemia depende da causa do problema e pode ser cirúrgico, medicamentoso ou uma combinação de ambos. O mais importante é diminuir os níveis de prolactina e restaurar a ovulação nas mulheres. Quando a causa é por efeitos de medicamentos, o médico avalia a possibilidade de troca por outra medicação que não aumente a produção da prolactina. Já nos casos de tumores da hipófise, geralmente são receitadas medicações que diminuem o tamanho do tumor; e raramente é necessária cirurgia. "O acompanhamento deve ser rigoroso porque o tumor pode voltar a crescer, tanto com o tratamento com medicações quanto após a cirurgia. E exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética do cérebro são obrigatórios para se avaliar o tamanho do tumor e o melhor tratamento", diz Joji Ueno. Com o tratamento, todos os sintomas tendem a desaparecer. Inclusive pessoas inférteis podem voltar a ser capazes de ter filhos. Mas, segundo o ginecologista, recomenda-se que primeiro a doença esteja bem controlada já que, no caso de tumor na hipófase, a gravidez e a amamentação podem aumentar ainda mais o seu tamanho, porque estimulam a produção de prolactina. "Se o adenoma estiver pequeno e representar pouco risco para a mãe ou o filho, é possível engravidar. Mas, durante o pré-natal, devem ser observados sintomas como dores de cabeça fortes e alterações da visão, que podem ser um sinal do crescimento do tumor", observa. Fonte - ginecologista Joji Ueno (CRM-48.486), doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP, responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera (www.clinicagera.com.br). Seleção de texto: Lazinha Paes Leme

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Falta de desejo sexual na mulher podem gerar crise entre o casal

A falta de sexo entre você e seu marido está cada vez mais frequente? E você coloca a culpa no stress, dor de cabeça, preocupação com a carreira e problemas do dia-a-dia para não fazer mais sexo com o seu marido? Essa falta de desejo pode ser um risco para o seu casamento. Uma pesquisa divulgada no Journal of Sexual Medicine, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, apontou que 25% dos divórcios ocorrem devido à falta de desejo sexual. De acordo com a psicóloga Josiane Cândido Porto de Melo, problemas no relacionamento não resolvidos são um dos principais desencadeadores da falta de interesse por sexo. “Para muitas mulheres a má comunicação com o marido, traição, falta de confiança e outras barreiras que colocam a intimidade em jogo são fatores que interferem no desejo sexual”, explica. Os problemas de comunicação, por exemplo, são uma das principais causas para a ausência de intimidade, provocando em alguns casos menos sexo ou nos casos mais extremos a ausência completa de intimidade sexual. A infidelidade também é importante e é algo que acontece em muitos casamentos onde não existe sexo. “A ocorrência de uma infidelidade pode acabar com confiança no cônjuge, afetando toda a comunicação e a intimidade sexual do casal. É muito difícil para qualquer pessoa voltar a entregar-se e usufruir de pleno prazer da relação sexual depois de ter sido traída. Na maioria dos casos para superar essa dor é aconselhável se consultar com um psicólogo”, afirma Josiane. Por que o desejo acaba no casamento? As causas emocionais ainda são as principais responsáveis pela falta de interesse por sexo no casamento. “No decorrer do tempo as mulheres podem sofrer uma diminuição no apetite sexual devido a problemas que estão atrelados à vida a dois ou por causa de alterações hormonais. Mas essa perda está ligada, na maioria das vezes, a fatores como cansaço, estresse, problemas do cotidiano e, até mesmo, ao uso de algumas medicações que podem interferir negativamente na libido feminina", revela a psicóloga. Os sintomas começam a surgir, mais frequentemente, após três ou quatro anos de relacionamento, mas isso pode variar muito de casal para casal. “O fato do casal não manter relações sexuais frequentemente pode aumentar as brigas e acabar afetando os vínculos afetivos entre eles e com os filhos, comprometendo a qualidade de vida da família como um todo. ", diz Josiane. Mas se o casal ainda sente que há atração, poderá tentar algumas mudanças na rotina e no relacionamento. Uma terapia de casal pode ser muito benéfica para implementar um novo tipo de comunicação e entrosamento, bem como ter uma conversa franca e experimentar ajustes que possam incentivar a libido. A chegada do filho A chegada de um bebê não cessa o desejo sexual do casal, mas pode ser difícil encontrar tempo para a intimidade, principalmente quando o bebê necessita da atenção e cuidados da mãe. “Nesses casos, o casal precisa ter paciência, mas não deve deixar a relação marido e mulher de lado. Aproveite as horas de sono do bebê para ficar junto e cuidar do relacionamento”, sugere. Como recuperar o apetite sexual Para reverter a situação, a mulher deve parar de falar mal do companheiro e voltar a admirá-lo. “Geralmente as mulheres têm o desejo de fazer sexo com o homem que admiram. Por isso é importante fazer uma ‘limpeza emocional’ para buscar o carinho e admiração pelo marido”, recomenda Josiane. Em alguns casos a mulher também perde a vontade de fazer sexo por não se cuidar. “É importante trabalhar a autoestima para aumentar a libido. Invista no seu visual, cuide-se tanto física como psicologicamente”, aconselha Josiane. Não deixe que a rotina e a falta de interesse por sexo atrapalhe o seu casamento, invista na sua relação com seu marido, converse sobre o seu problema e, se precisar, peça ajuda de um terapeuta para encontrar soluções para apimentar novamente a sua relação. Fonte - Psicóloga Josiane Cândido Porto de Melo

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Mídias sociais podem influenciar em transtorno alimentar

Bulimia, anorexia, obesidade. Esses são os principais tipos de transtornos alimentares que acometem homens e mulheres de todas as idades. De acordo com especialistas do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (Ambulim), cerca de 1% da população mundial sofre de transtornos alimentares. Devido à influência da mídia e redes sociais, muitas adolescentes têm desenvolvido na maioria das vezes bulimia e anorexia. No ambiente virtual elas trocam informações pela rede e experiências como agir quando sentir fome e como burlar a percepção dos familiares. Esse tema está tão recorrente que, a anorexia, por exemplo, será tema de um dos personagens da série Malhação, da TV Globo, em que uma jovem que tem como sonho ser modelo, decide parar de se alimentar para chegar ao peso ideal. “A pessoa que sofre de anorexia se olha no espelho e, embora esteja extremamente magra, se vê acima do peso”, explica a psicóloga da Clínica Maia Prime, Ana Cristina Fraia. A bulimia também é considerada uma doença muito perigosa. Com medo de engordar, as pessoas que sofrem de bulimia exageram na atividade física, jejuam, vomitam e sofrem de uma perda exagerada de peso em um curto espaço de tempo. De acordo com a especialista “pessoas que sofrem de anorexia também podem ter a bulimia associada. A primeira normalmente está relacionada à ansiedade e, a segunda, a depressão ou baixa autoestima”, explica Ana Cristina. È importante que, nesses casos, a família esteja sempre atenta a mudanças bruscas na alimentação, principalmente entre os jovens. “Para as pessoas que sofrem de transtornos alimentares o acompanhamento clínico e terapêutico é mais que necessário, já que, se não tratada corretamente, essa doença pode levar à morte”, diz Ana Cristina. Através de um acompanhamento multidisciplinar que envolve psiquiatras, psicólogos, terapeutas e mais especialidades também, a Clínica Maia realiza o atendimento desses pacientes na unidade do Hospital Dia. Seleção de textos: Lazinha Paes Leme

sábado, 2 de março de 2013

Coceira e inflamação é um tipo de alergia ou apenas irritação? Identifique os sinais da pele do bebê

A pele macia é uma das principais características de um bebê saudável. Por isso, os pais devem ficar atentos ao corpinho do pequeno, pois oleosidade ou ressecamento demais podem indicar algum problema. Além disso, ao notar a presença de bolinhas, rachaduras ou áreas avermelhadas na região do rosto, é possível que o bebê esteja com alguma reação alérgica ou irritação. “Muitas dermatites podem ser facilmente cuidadas em casa. Outras precisam de orientação médica e indicação de tratamentos específicos”, afirma o dermatologista Fernando Passos de Freitas (CRM-106.504). Segundo o médico, é importante distinguir irritação de alergia após o surgimento de bolhas, manchas ou prurido na pele do bebê. “Geralmente, 80% das reações de pele são listadas como alergias, porém podem ser irritações específicas caracterizadas pelo aparecimento de lesões epidérmicas (camada superficial) e reações inflamatórias na derme (profunda). Já a alergia costuma ser comum em crianças que apresentam problemas respiratórios como bronquite e asma”, acrescenta. A dermatite irritante e a de contato alérgica se manifestam de formas diferentes. A primeira é uma inflamação resultante do contato com ácidos ou materiais alcalinos como sabonetes, xampus, detergentes ou outras substâncias químicas. Já a dermatite de contato alérgica é causada pela exposição a uma substância ou material em que bebê é sensível ou alérgico, sendo que a reação pode surgir até 48 horas após o contato. “O bebê não apresenta ainda o sistema imunológico totalmente maduro, prejudicando o diagnóstico de uma reação inflamatória ou uma alergia simples. Porém, geralmente ocorre uma irritação que deixa a pele bastante avermelhada e com algumas pequenas vesículas”, destaca o dermatologista. Alergia ou irritação? Os sintomas de uma irritação caracterizam-se por inflamação vermelha e bolhas de águas que podem ser acompanhadas de coceira. A irritação costuma ser pontual e rápida. Já as reações alérgicas englobam sinais como coceira na pele, bolhas, inchaço, diarréia ou vômito, sendo que casos mais graves podem causar falta de ar, queda de pressão, desmaios e rouquidão. A reação alérgica pode durar dias. “Independente do diagnóstico, a criança precisa ser levada ao médico imediatamente para avaliação e tratamento adequados”, afirma o médico. Como saber se o bebê é alérgico? Em caso de suspeita, o melhor é eliminar as possibilidades. Se a mãe desconfia que o filho tem alergia à poeira, por exemplo, ela deve fazer uma faxina geral tirando cortinas do quarto, tapetes e mantas. Porém, sem ele estar em casa. Deixe-o com alguém de sua confiança para manter tudo em ordem e não lhe causar nenhum mal. “Se os sintomas melhoram,pode ser um bom sinal de que o bebê é atópico(alérgico)”, diz o dermatologista. Aliás, as chances do bebê sofrer uma reação alérgica são grandes, principalmente se os pais apresentam algum tipo de alergia. E os pais precisam ficar atentos ao surgimento de bolinhas vermelhas na pele, espirros ou dificuldade para respirar. “Normalmente, as crianças atópicas apresentam tendência às irritações cutâneas mais que outras crianças em geral”, afirma. Cuidados especiais com a higiene Devido ao sistema imunológico do bebê ainda ser fraco, é fundamental apostar em hábitos de higiene rigorosos. “As mães devem se preocupar em manter sempre as roupas limpas, lavar as toalhas de banho e depois passá-las para eliminar bactérias. É importante evitar o uso de cobertores e roupas de lã. E as fraldas devem ser trocadas várias vezes ao dia para evitar que ocorra irritações ”, recomenda o médico. • Algumas medidas podem evitar que o bebê sofra com alergias ou irritações. São elas: • Na hora do banho, verifique a temperatura da água que deve ficar em torno de 37 graus. • Dê preferência às toalhas bem macias, com tecido semelhante àqueles usados em fraldas de pano. Evite friccionar demais a toalha na pele do bebê, para não machucá-lo. Faça movimentos bem suaves, para retirar a umidade com o toque da toalha na pele e não com o atrito. • Para combater as brotoejas que aparecem no corpo do bebê, o vista com roupas fresquinhas e evite lugares abafados para que o bebê não transpire em excesso provocando bolinhas alérgicas. • Caso o bebê apresente pele seca e com rachaduras, use óleo de amêndoas após o banho para resolver o problema. Fonte- Dermatologista Fernando Passos de Freitas (CRM-106.504) Seleção de textos: Lazinha Paes Leme

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oito fatores que são inimigos da insuficiência venosa

A insuficiência venosa consiste em uma anormalidade no funcionamento do sistema venoso. “O sangue não retorna de forma adequada para o coração, ocasionando consequências de gravidade variável”, informa o angiologista Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser. O médico explica que a insuficiência venosa acontece quando a pressão nas veias aumenta ocasionando dificuldade do retorno do sangue para o coração. E o problema pode ser causado por problema no funcionamento das válvulas, obstrução de veias ou combinação desses dois processos podendo acometer veias superficiais, profundas e até os dois tipos. “A insuficiência venosa é uma condição comum, e que pode provocar grandes limitações. A melhor alternativa é prevenir e tentar evitar os principais fatores desencadeantes, alerta o especialista. E entre os oito principais fatores de risco para insuficiência venosa destacam-se: • Predisposição genética • Obesidade • Gravidez e pós-parto • Veias varicosas • Pílulas anticoncepcionais. • Tabagismo • Trabalhar muito tempo em pé ou sentado • Viagens aéreas ou terrestres que obriguem o passageiro a ficar sentado por muitas horas “Manter o peso dentro dos limites saudáveis, não fumar, restringir o consumo de bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos são medidas importantes para prevenir a formação de trombos”, alerta Elwing. Ele comenta que pessoas com predisposição a desenvolver trombos precisam movimentar-se em viagens com longos períodos de imobilização, após cirurgias longas ou quando tiverem necessidade de permanecer em repouso por muito tempo. “Além disso, usar meias elásticas e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e fazer seguimento e tratamento com médico especialista que também ajudam a prevenir a formação de coágulos”, ressalta. A doença apresenta uma série de sintomas, entre eles: peso ou dores nas pernas, coceira e formigamento, aumento da dor quando a pessoa fica em pé, alivio da dor quando as pernas são levantadas e inchaço. No entanto, o médico alerta que outros sinais podem indicar que a pessoa sofre de insuficiência venosa crônica. “Vermelhidão nas pernas , mudança de cor da pele ao redor dos tornozelos, varizes superficiais, espessamento da pele nas pernas e nos tornozelos e úlceras nas pernas e tornozelos”, acrescenta o especialista. O tratamento da trombose venosa profunda visa evitar a formação de coágulos ou, se já estão instalados, promover sua reabsorção pelo organismo. “Para isso, pode ser necessário prescrever medicamentos anticoagulantes e os fibrinolíticos que ajudam a dissolver os trombos”, informa. Porém, existem casos que requerem intervenção cirúrgica. A seguir, o médico Ary Elwing lista uma série de recomendações para prevenir e/ou minimizar o problema, anote! • Fique atento às alterações que a trombose venosa profunda pode provocar, especialmente, se tem predisposição para a doença ou esteve exposto aos fatores de risco que favorecem a formação de trombos; • Não faça uso da automedicação. Procure um especialista caso haja suspeita de ter desenvolvido um trombo; • Evite o consumo de bebidas alcoólicas e de remédios para dormir quando for obrigado a permanecer sentado por muito tempo; • Use roupas e calçados folgados e confortáveis; • Procure mudar de posição ou movimentar-se durante as viagens; • Realize exercícios de rotação, flexão e extensão com as pernas e os pés enquanto estiver viajando; • Procure caminhar após períodos de imobilidade prolongada em virtude de problemas de saúde ou muitas horas de viagem; • Use meias elásticas; • Beba muito líquido para evitar a desidratação. Fonte- Angiologista Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser. Seleção de texto: Lázara Paes Leme

Menopausa x Mente: baixa hormonal pode afetar a memória?

A menopausa marca o final do período reprodutivo feminino. É um processo marcado por uma série de adaptações metabólicas, hormonais, psíquicas e sociais. A transição é lenta e progressiva, o período sintomático é variável e pode se arrastar por anos, numa fase conhecida como Peri-menopausa (englobando fase anterior e posterior a última menstruação).Cada mulher passa por esse período de um jeito, a depender de questões genéticas e ambientais. Algumas não apresentam muito desconforto, já outras sofrem, em algum grau, com alguns dos seguintes sintomas: fogachos, formigamentos, alteração da libido, depressão, ansiedade, alteração de sono, etc. Ainda nessa extensa lista de sintomas está um problema ainda pouco comentado: a alteração da memória. Segundo Dr. Leandro Teles, médico neurologista: “Muitas mulheres sentem-se aéreas, desatentas e apresentam redução de sua capacidade de retenção e evocação de memórias de curto prazo nessa época da vida. A causa é múltipla, o tratamento depende de cada caso e o prognóstico é bom, geralmente melhorando com o término da transição”. Ainda segundo o especialista, a queda do estrógeno pode ter alguma culpa nesse sintoma neurológico: “O cérebro é cheio de receptores de estrógeno, a queda da ação desse hormônio pode justificar algum grau de alteração do humor, do ciclo de sono e diretamente da capacidade de concentração e memorização”. No entanto, nem tudo é hormonal. Nessa fase, surgem inúmeras alterações sociais, de ritmo de vida e mesmo psíquicas que podem agravar os lapsos. Os filhos saem de casa, o casamento cai na rotina, o trabalho fica menos desafiador, ocorrem alterações da imagem corporal, a ansiedade piora e o sono não é mais o mesmo. Tudo isso, aliado a questão estrogênica determina a oscilação intelectual da peri-menopausa. Para tratar, é fundamental diagnosticar o problema, traçar seus determinantes e personalizar as medidas de reversão. É fundamental buscar ajuda especializada em casos mais graves e persistentes. De modo geral, as queixas são leves e desaparecem progressivamente após o término da menstruação (pois o cérebro se readapta ao novo ambiente privado de estrógeno). Em casos selecionados, podem ser usados: reposição hormonal, medicamentos que reduzem a ansiedade e depressão, remédios para regular o sono e, raramente, medicamentos para memórias. Agora, em todos os casos, independente da intensidade do sintoma, o neurologista Leandro Teles recomenda as seguintes medidas protetoras e de tratamento: 1-Exercícios Físicos Regulares = essencial para controle do peso, estética, saúde dos vasos que levam sangue ao cérebro. Reduzem a ansiedade e melhoram o sono. Reduzem o cortisol e a adrenalina. Atuam diretamente na melhoria do processo de atenção e memorização. 2-Alimentação = recomenda-se dieta rica em frutas e verduras, rica em vitaminas (principalmente do complexo B), grãos e fontes de bom colesterol (azeite, peixes de águas frias, linhaça, etc...); Evitar álcool, cigarro e alimentos muitos calóricos. 3-Atividade Mental = buscar novos desafios mentais, traçar projetos e metas, exercitar a concentração, a criatividade e o raciocínio lógico. Repensar o trabalho, sair da rotina, voltar aos estudos, manter ou ampliar atividades sociais, etc. 4-Descanso = invista nas atividades de relaxamento e no sono. Otimize seu repouso com mudanças ambientais e na rotina noturna. Durma tempo adequado e com profundidade adequada. Faça atividades recreativas, de lazer, tire férias, viaje, etc. Tudo isso melhorará ainda mais sua performance cerebral nessa readaptação hormonal. 5-Organização: estruture seu tempo, eleja prioridades e delegue funções. Simplifique. Faça uma coisa de cada vez, com atenção e segurança, uma vez resolvido, passe para o problema seguinte. Seu cérebro ficará muito mais confiável e os lapsos de memória reduzirão bastante. 6-Tratar outras doenças clínicas = checar a função da tireoide, distúrbios do sono, tratar ansiedade, reverter anemias, depressão, dores crônicas, etc. Enfim checar e tratar tudo que possa justificar ou agravar os sintomas intelectuais em questão. Fonte - Neurologista Leandro Teles (CRM 124.984), formado e especializado pela Universidade de São Paulo- www.leandroteles.com.br Seleção de texto: Lázara Paes Leme