terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cirurgia Plástica x Transtorno Dismórfico Corporal

O Transtorno Dismórfico Corporal é uma desordem mental que se caracteriza por afetar a percepção que uma pessoa tem da própria imagem corporal, levando-a ter preocupações irracionais sobre defeitos em alguma parte de seu corpo, como nariz torto, olhos desalinhados, boca muito pequena, imperfeições na pele, entre outras falhas. A idéia obsessiva sobre o defeito no próprio corpo, em geral está em desacordo com o gosto da pessoa, fazendo-a sofrer, por nunca alcançar o resultado desejado.
Não há nada de errado em querer perder gordura localizada por lipoaspiração, eliminar pés-de-galinha com um lifting ou aumentar um pouco os seios com silicone. “Melhorar o corpo e rejuvenescer o rosto ajuda a manter a auto-estima lá em cima, com reflexos na vida pessoal e profissional. Mas, quando a vontade do paciente não é plausível, o cirurgião plástico está apto a intervir neste processo, mediando a situação com o objetivo de preservar a saúde e o bem-estar do paciente", argumenta o cirurgião plástico Dr. Vitório Maddarena Jr. (CRM-SP 64.301), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro Associado da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina, integrante do corpo clínico do Hospital São Luiz e diretor da Clínica Maddarena.

Na entrevista abaixo, o especialista dá mais detalhes sobre este assunto. Acompanhe.

1-A vaidade extrema pode ser um fator de influência externa? Quais outros fatores que influenciam?
A diferença entre veneno e remédio é a dose. Sem dúvida, a vaidade exacerbada deve ser avaliada por um especialista da área, como um psiquiatra e/ou psicólogo.

2-Hoje, uma atitude de bulling pode também ser relevante num caso de dismorfismo corporal?
O bulling é um distúrbio comportamental, em que uma pessoa vira alvo de chacota em um grupo. No caso de haver baixa auto-estima, o bulling pode contribuir negativamente para aquele que é o alvo das brincadeiras, comentários e apelidos jocosos.

3-Quais os casos mais comuns de dismorfismo corporal?
Um exemplo clássico é a anorexia, que por mais magra que a pessoa seja, ainda assim ela deseja perder mais peso, tornando-se caquética em alguns casos, com sérios prejuízos para a saúde, já que há uma desnutrição que compromete todo o metabolismo da pessoa, além da maior dificuldade de relacionamento social.

4-Como detectar que uma pessoa sofre desse problema?
Pessoas que apresentam fixação com alguma característica física é um indício de que necessita de acompanhamento e tratamento especializado.

5-Quando uma pessoa procura por uma cirurgia plástica com fins estéticos e tem este problema, como lidar com este paciente?
Como em toda medicina, e na cirurgia plástica também, o primeiro passo com qualquer paciente é estabelecer diagnóstico. Quando há qualquer suspeita de acometimento psicológico, esse paciente deve ser encaminhado a um especialista. Somente depois de extinguidas as psicopatologias é que ele poderá ser submetido a uma cirurgia plástica.

O cirurgião plástico não precisa saber tratar o dismorfismo, mas precisa estar atento para, ao menor sinal desse distúrbio, encaminhar o paciente para o tratamento adequado. Embora a cirurgia plástica se ocupe das adequações da auto-imagem das pessoas, é importantíssimo estar atento a distúrbios de ordem psiquiátrica que podem acometer os pacientes que chegam aos consultórios de cirurgia plástica.

6-O dismorfismo corporal é mais comum em mulher ou homem? Tem uma idade específica?
Essa doença é mais evidenciada no sexo feminino, muito por causa da ditadura da beleza, mas pode também ocorrer em homens.


Sobre o Médico

Vitório Maddarena Júnior é cirurgião plástico (CRM-SP 64.301) formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP é Membro da Associação Paulista de Medicina (APM), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Membro Associado da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina (SBLM) e integrante do corpo clínico do Hospital São Luiz. Atualmente é diretor da Clínica Maddarena Cirurgia Plástica Medicina Estética, em São Paulo. É autor do capítulo “Fístula Umbilical Pós-Abdominoplastia” do livro Atualização em Cirurgia Plástica, editado pela SBCP-SP.

(Seleção de texto: Lazinha Leme

Programa de tratamento à obesidade tem inscrições abertas

Goam e Goami atendem gratuitamente pacientes obesos em Guarulhos, Itaquá e Arujá

A Universidade Guarulhos (UnG), na Grande São Paulo, receberá entre os dias 1.º e 14 de dezembro inscrições para o Goam (Grupo Obesidade Atendimento Multidisciplinar) e o Goami (Grupo Obesidade Atendimento Multidisciplinar Infantil), iniciativas do Programa de Ação Docente-Discente Assistencial Comunitário (Paddac) desenvolvido pela Instituição.

Os interessados em se inscrever ou fazer o mesmo pelo filho podem ligar para (11) 2464-1737, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h; ou enviar e-mail com nome completo, telefone de contato, peso e altura para o endereço paddac@ung.br. O único pré-requisito é estar acima do peso.

O Goami é voltado a crianças entre 07 e 10 anos de idade. Os encontros acontecem apenas da Unidade Guarulhos-Centro da UnG. Já o Goam tem inscrições abertas para atividades em Guarulhos, Itaquá e Arujá.

Metodologia

O Goam e o Goami têm atuação interdisciplinar, com atendimentos nas áreas de nutrição, psicologia, fisioterapia, educação física e enfermagem. A dinâmica é bastante simples: uma vez por semana, durante três meses, os pacientes se reúnem e, com o respaldo de profissionais e estudantes, aprendem a escolher melhor os alimentos e descobrem se o aumento de peso está atrelado a algum problema de origem psicológica ou congênita. “Nossa meta é proporcionar qualidade de vida e recuperar a auto-estima das pessoas”, expõe o psicólogo José Cândido Cheque, coordenador do Paddac.
Os grupos utilizam o método “Pense Magro”, que orienta para uma mudança de pensamento (o pensar magro) e comportamento. “Grande parte da sociedade adquiriu uma conduta inadequada em relação à saúde alimentar. Além disso, há quem utilize a comida como ferramenta de fuga. A mudança de comportamento alimentar será fundamental para essas pessoas vencerem o desafio de emagrecer”, complementa.
(Seleção de texto: Lazinha Leme)

Pele bronzeada e saúde: uma combinação impossível

Dermatologista afirma que “pegar a cor do verão” não é saudável e fala sobre os métodos de bronzeamento artificial

Pele bronzeada é sinônimo de pele queimada pelo sol, ou seja, danificada pela exposição solar e suscetível a envelhecimento precoce, manchas e, até mesmo, câncer. “O sol estimula a produção de enzimas destruidoras do colágeno, o que acelera o processo de envelhecimento. Além disso, os raios levam também à mutação do DNA, o que pode causar o câncer de pele”, explica a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço.

É por isso que se bronzear é totalmente contraindicado, mesmo que seja usando protetor solar. “Não é possível ‘pegar uma cor’ usando filtro solar adequadamente. Se a pele ficar morena significa que houve queimadura, ou seja, a proteção não foi efetiva”, afirma a especialista.

A dermatologista explica que não é possível proteger a pele dos danos causados pelos raios solares e, ao mesmo tempo, ficar com a pele morena. Levando em consideração os riscos que o sol representa, Dra. Annia orienta cada um a manter seu próprio tom de pele. “Além do envelhecimento precoce e do risco do câncer de pele, a exposição ao sol sem proteção pode provocar manchas em todo o corpo”, comenta.

Bronzeamento artificial: tipos e riscos
Há mais de um ano, a ANVISA proibiu o uso de camas de bronzeamento artificial devido aos riscos de câncer de pele. Dra. Annia explica que qualquer bronzeamento artificial que utilize luz ultravioleta é contraindicado. “Esse tipo de procedimento pode ser ainda mais prejudicial à pele do que a própria exposição ao sol sem proteção. Ele aumenta – e muito – os riscos do desenvolvimento de câncer de pele”, alerta.

Uma opção que é bastante utilizada são os autobronzeadores, cosméticos que promovem uma oxidação da camada de pele morta, o que resulta em uma cor semelhante ao do bronzeado. A dermatologista explica que, apesar de não penetrar nas camadas mais profundas da pele e não estimular a produção de melanina, estudos recentes mostram efeitos colaterais do uso desses produtos. “Descobriu-se que os autobronzeadores também envelhecem a pele - assim como a exposição solar - pois estimulam uma reação química chamada de glicação, que está relacionada ao processo de envelhecimento”. O mesmo aplica-se aos bronzeamentos a jato, já que são usadas substâncias semelhantes para escurecer a pele.

Entre as opções disponíveis no mercado, as formas mais segura de escurecer a pele são as pílulas de bronzeamento, que uniformizam o tom da pele com uma sensação de bronzeado. “Como resultado, a pele recebe um pigmento chamado caroteno. Semelhante à melanina, ele protege contra a penetração dos raios solares, impedindo parte da ação deles. Entretanto, esses produtos não substituem o protetor solar”, ressalta Dra. Annia.

A dermatologista lembra ainda que existe uma cápsula disponível no mercado que tem efeito antioxidante e que age como um filtro solar “de tomar”. “Ele protege a pele e elimina a necessidade do uso tópico do protetor. Entretanto, deve ser utilizada com a orientação de um especialista”, salienta.

(Seleção de texto: Lazinha Leme)