segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oito fatores que são inimigos da insuficiência venosa

A insuficiência venosa consiste em uma anormalidade no funcionamento do sistema venoso. “O sangue não retorna de forma adequada para o coração, ocasionando consequências de gravidade variável”, informa o angiologista Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser. O médico explica que a insuficiência venosa acontece quando a pressão nas veias aumenta ocasionando dificuldade do retorno do sangue para o coração. E o problema pode ser causado por problema no funcionamento das válvulas, obstrução de veias ou combinação desses dois processos podendo acometer veias superficiais, profundas e até os dois tipos. “A insuficiência venosa é uma condição comum, e que pode provocar grandes limitações. A melhor alternativa é prevenir e tentar evitar os principais fatores desencadeantes, alerta o especialista. E entre os oito principais fatores de risco para insuficiência venosa destacam-se: • Predisposição genética • Obesidade • Gravidez e pós-parto • Veias varicosas • Pílulas anticoncepcionais. • Tabagismo • Trabalhar muito tempo em pé ou sentado • Viagens aéreas ou terrestres que obriguem o passageiro a ficar sentado por muitas horas “Manter o peso dentro dos limites saudáveis, não fumar, restringir o consumo de bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos são medidas importantes para prevenir a formação de trombos”, alerta Elwing. Ele comenta que pessoas com predisposição a desenvolver trombos precisam movimentar-se em viagens com longos períodos de imobilização, após cirurgias longas ou quando tiverem necessidade de permanecer em repouso por muito tempo. “Além disso, usar meias elásticas e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e fazer seguimento e tratamento com médico especialista que também ajudam a prevenir a formação de coágulos”, ressalta. A doença apresenta uma série de sintomas, entre eles: peso ou dores nas pernas, coceira e formigamento, aumento da dor quando a pessoa fica em pé, alivio da dor quando as pernas são levantadas e inchaço. No entanto, o médico alerta que outros sinais podem indicar que a pessoa sofre de insuficiência venosa crônica. “Vermelhidão nas pernas , mudança de cor da pele ao redor dos tornozelos, varizes superficiais, espessamento da pele nas pernas e nos tornozelos e úlceras nas pernas e tornozelos”, acrescenta o especialista. O tratamento da trombose venosa profunda visa evitar a formação de coágulos ou, se já estão instalados, promover sua reabsorção pelo organismo. “Para isso, pode ser necessário prescrever medicamentos anticoagulantes e os fibrinolíticos que ajudam a dissolver os trombos”, informa. Porém, existem casos que requerem intervenção cirúrgica. A seguir, o médico Ary Elwing lista uma série de recomendações para prevenir e/ou minimizar o problema, anote! • Fique atento às alterações que a trombose venosa profunda pode provocar, especialmente, se tem predisposição para a doença ou esteve exposto aos fatores de risco que favorecem a formação de trombos; • Não faça uso da automedicação. Procure um especialista caso haja suspeita de ter desenvolvido um trombo; • Evite o consumo de bebidas alcoólicas e de remédios para dormir quando for obrigado a permanecer sentado por muito tempo; • Use roupas e calçados folgados e confortáveis; • Procure mudar de posição ou movimentar-se durante as viagens; • Realize exercícios de rotação, flexão e extensão com as pernas e os pés enquanto estiver viajando; • Procure caminhar após períodos de imobilidade prolongada em virtude de problemas de saúde ou muitas horas de viagem; • Use meias elásticas; • Beba muito líquido para evitar a desidratação. Fonte- Angiologista Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser. Seleção de texto: Lázara Paes Leme

Menopausa x Mente: baixa hormonal pode afetar a memória?

A menopausa marca o final do período reprodutivo feminino. É um processo marcado por uma série de adaptações metabólicas, hormonais, psíquicas e sociais. A transição é lenta e progressiva, o período sintomático é variável e pode se arrastar por anos, numa fase conhecida como Peri-menopausa (englobando fase anterior e posterior a última menstruação).Cada mulher passa por esse período de um jeito, a depender de questões genéticas e ambientais. Algumas não apresentam muito desconforto, já outras sofrem, em algum grau, com alguns dos seguintes sintomas: fogachos, formigamentos, alteração da libido, depressão, ansiedade, alteração de sono, etc. Ainda nessa extensa lista de sintomas está um problema ainda pouco comentado: a alteração da memória. Segundo Dr. Leandro Teles, médico neurologista: “Muitas mulheres sentem-se aéreas, desatentas e apresentam redução de sua capacidade de retenção e evocação de memórias de curto prazo nessa época da vida. A causa é múltipla, o tratamento depende de cada caso e o prognóstico é bom, geralmente melhorando com o término da transição”. Ainda segundo o especialista, a queda do estrógeno pode ter alguma culpa nesse sintoma neurológico: “O cérebro é cheio de receptores de estrógeno, a queda da ação desse hormônio pode justificar algum grau de alteração do humor, do ciclo de sono e diretamente da capacidade de concentração e memorização”. No entanto, nem tudo é hormonal. Nessa fase, surgem inúmeras alterações sociais, de ritmo de vida e mesmo psíquicas que podem agravar os lapsos. Os filhos saem de casa, o casamento cai na rotina, o trabalho fica menos desafiador, ocorrem alterações da imagem corporal, a ansiedade piora e o sono não é mais o mesmo. Tudo isso, aliado a questão estrogênica determina a oscilação intelectual da peri-menopausa. Para tratar, é fundamental diagnosticar o problema, traçar seus determinantes e personalizar as medidas de reversão. É fundamental buscar ajuda especializada em casos mais graves e persistentes. De modo geral, as queixas são leves e desaparecem progressivamente após o término da menstruação (pois o cérebro se readapta ao novo ambiente privado de estrógeno). Em casos selecionados, podem ser usados: reposição hormonal, medicamentos que reduzem a ansiedade e depressão, remédios para regular o sono e, raramente, medicamentos para memórias. Agora, em todos os casos, independente da intensidade do sintoma, o neurologista Leandro Teles recomenda as seguintes medidas protetoras e de tratamento: 1-Exercícios Físicos Regulares = essencial para controle do peso, estética, saúde dos vasos que levam sangue ao cérebro. Reduzem a ansiedade e melhoram o sono. Reduzem o cortisol e a adrenalina. Atuam diretamente na melhoria do processo de atenção e memorização. 2-Alimentação = recomenda-se dieta rica em frutas e verduras, rica em vitaminas (principalmente do complexo B), grãos e fontes de bom colesterol (azeite, peixes de águas frias, linhaça, etc...); Evitar álcool, cigarro e alimentos muitos calóricos. 3-Atividade Mental = buscar novos desafios mentais, traçar projetos e metas, exercitar a concentração, a criatividade e o raciocínio lógico. Repensar o trabalho, sair da rotina, voltar aos estudos, manter ou ampliar atividades sociais, etc. 4-Descanso = invista nas atividades de relaxamento e no sono. Otimize seu repouso com mudanças ambientais e na rotina noturna. Durma tempo adequado e com profundidade adequada. Faça atividades recreativas, de lazer, tire férias, viaje, etc. Tudo isso melhorará ainda mais sua performance cerebral nessa readaptação hormonal. 5-Organização: estruture seu tempo, eleja prioridades e delegue funções. Simplifique. Faça uma coisa de cada vez, com atenção e segurança, uma vez resolvido, passe para o problema seguinte. Seu cérebro ficará muito mais confiável e os lapsos de memória reduzirão bastante. 6-Tratar outras doenças clínicas = checar a função da tireoide, distúrbios do sono, tratar ansiedade, reverter anemias, depressão, dores crônicas, etc. Enfim checar e tratar tudo que possa justificar ou agravar os sintomas intelectuais em questão. Fonte - Neurologista Leandro Teles (CRM 124.984), formado e especializado pela Universidade de São Paulo- www.leandroteles.com.br Seleção de texto: Lázara Paes Leme