quarta-feira, 10 de julho de 2013
A dieta do bom humor
Percebeu como as pessoas hoje em dia depositam na alimentação a responsabilidade das suas emoções? Se estão felizes, exageram na comida; se estão na TPM, devoram sem culpa uma caixa de bombom; e se estão tristes, afogam as mágoas no copo de cerveja. Separar as emoções e os alimentos para evitar o desequilíbrio tem sido um dos maiores desafios da vida moderna, mas é possível se permitir comer bem e de tudo. O segredo está nas escolhas inteligentes.
“Normalmente, dietas milagrosas ou restritivas que fazem a pessoa passar longos períodos em jejum acabam causando muito sofrimento e irritação, levando até a traumas emocionais. Então, logo se desiste. O ideal é o consumo equilibrado de alimentos que possam ajudar no emagrecimento, mas também espantar a tristeza, combater a depressão e a ansiedade e ainda melhorar o humor”, diz o Dr. Amilton Macedo (CRM/SP - 80686), médico dermatologista com prática em oxidologia, responsável pela pele e shape de celebridades como Sabrina Sato, Fernanda Motta, Débora Fallabela, Carol Trentini, Mirela Santos e Mariana Weickert.
Acredite: esses alimentos existem, fazem parte do seu dia-a-dia, são saudáveis e gostosos, e ajudam a emagrecer com prazer. É a chamada Dieta do Bom Humor, que conta com um menu com preparações que conseguem manter o nível de glicose constante durante todo o dia, prolongando a sensação de saciedade e evitando compulsões. Macedo conta que aveia, banana, chocolate, arroz integral, nozes e vinho tinto são alguns desses alimentos. Eles estimulam a produção e a liberação de neurotransmissores, substâncias que transmitem impulsos nervosos ao cérebro e são responsáveis pelas sensações de bem-estar e prazer.
“Os três principais neurotransmissores relacionados com o humor são a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. A serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, proporciona ação sedativa e calmante. Já a dopamina e a noradrenalina proporcionam energia e disposição”, explica o médico.
Segundo o especialista em medicina ortomolecular, na Dieta do Bom Humor você pode comer de tudo um pouco, até pipoca e sorvete, desde que se tenha bom senso, e sempre a cada três horas. É assim que se atinge o peso ideal e o mantém para sempre. Sem fórmulas milagrosas. “Dietas ricas em carboidratos, por exemplo, podem ser utilizadas como coadjuvantes no tratamento de melhora do humor. O chocolate também influencia diretamente na produção de endorfina e dopamina, que desencadeiam o aumento dos níveis de serotonina e, por isso, nos deixa mais relaxados. Mas não podemos deixar faltar castanhas, nozes, amêndoas, trigo integral e peixes na dieta. O consumo dos alimentos deve ser equilibrado e orientado por um profissional, para evitar o ganho de peso excessivo”, alerta.
Conheça alguns alimentos que não podem faltar em seu cardápio:
Carboidratos – Eles fornecem energia para todas as atividades do organismo e atuam no metabolismo cerebral de neurotransmissores que causam saciedade, bem-estar e bom humor. Por isso pessoas submetidas a dietas radicais (que suprimem calorias e carboidratos) estão sempre de mau humor. Além disso, carboidratos atuam no controle da fome, favorecem a queima de gordura e diminuem a retenção de líquidos, aspectos importantíssimos para o bom humor.
Banana - Cheia de vitamina B6, triptofano e magnésio, fornece energia e, graças aos carboidratos, potássio, magnésio e biotina, ajuda a diminuir a ansiedade e aumentar o bom humor, pois estimula o organismo a fabricar serotonina. A piridoxina (vitamina B6) atua nas reações metabólicas dos aminoácidos e proteínas como a serotonina ajudando a prevenir a depressão, ansiedade, irritação. Além disso, a vitamina B6 tem ação no sistema cognitivo quando atua na síntese de neurotransmissores.
Leite – Além das vitaminas do complexo B, também tem cálcio, que ajuda a relaxar os músculos, e proteínas, que estimulam o sistema nervoso.
Frutos do mar – Têm em sua composição zinco e selênio, que agem no cérebro, diminuindo o cansaço e a ansiedade. São ainda boas fontes de proteína e gordura saudável (Ômega 3), essenciais para o bom funcionamento do coração, e iodo, que garante o bom funcionamento da tireoide, a glândula que regula o metabolismo.
Ovos – Os nutrientes dos ovos que garantem o bom humor são a timina e a niacina (vitaminas do complexo B), ácido fólico e acetilcolina. A carência deles pode causar apatia, ansiedade e até perda da memória.
Carne – Possui niacina, uma vitamina do complexo B que, quando está em falta no organismo, causa depressão. Também é rica em ferro e cobre, que combatem a anemia e transportam o ferro. O zinco, presente em sua composição, é antioxidante: combate os radicais livres e retarda o envelhecimento. Além disso, seus aminoácidos fazem o cérebro funcionar melhor.
Chocolate - Também fonte de triptofano (precursor da serotonina), além de teobromina (tem efeito estimulante) e magnésio (melhora o mau humor) e ajuda no relaxamento. Diversos estudos comprovam que o magnésio ajuda a aliviar os sintomas de estresse e mau humor, principalmente em mulheres na fase de tensão pré-menstrual.
Fonte - Dr. Amilton Macedo (CRM/SP - 80686), médico dermatologista com prática em oxidologia.
Seleção de texto: Lazinha Paes Leme
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Produção exessiva do "Hormônio do Leite" leva à infertilidade
Embora a hiperprolactinemia seja a causa menos conhecida de infertilidade, ela não é tão rara assim. A produção excessiva da prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite, é uma alteração frequente na prática médica e responsável por até 25% dos casos de amenorreia, a ausência regular de menstruação. Em outros diagnósticos, a alta dosagem do hormônio do leite humano presente no sangue pode trazer consequências mais graves à saúde da mulher, como a galactorréia (produção de leite fora da gestação) e a dificuldade de gravidez.
O ginecologista Joji Ueno (CRM-48.486), doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP, explica que a prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios. Sua principal função no organismo é a produção de leite pelas mulheres em amamentação. "Por isso, a hiperprolactinemia acomete principalmente as mulheres, mas não é um problema exclusivamente feminino. Em homens, o distúrbio se manifesta por disfunção erétil, redução da libido, infertilidade e hipogonadismo, que é a diminuição da produção de espermatozoides", esclarece o médico, responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera.
As causas do aumento de prolactina podem ser fisiológicas, quando o próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina durante o sono, no stress físico e psicológico, durante a gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual; farmacológica, ou seja, causada pelo uso de medicamentos, como antidepressivos e demais medicamentos psiquiátricos; e patológicas, quando envolve alterações da glândula hipofisária, como as lesões do hipotálamo ou da haste hipofisária, e tumores benignos secretores de prolactina, conhecidos como adenomas ou prolactinomas.
Em muitos casos a disfunção pode ser causada por associação com outras doenças, como síndrome dos ovários policísticos, hipotireoidismo, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática. "Mas as causas mais comuns são o uso de certas medicações e a presença de tumor na hipófise, produzindo quantidade excessiva do hormônio. Por isso, quase todas as pessoas com aumento de prolactina precisam fazer exame de ressonância magnética ou tomografia para se descartar a presença de um tumor", alerta Ueno.
O diagnóstico da hiperprolactinemia é feito por meio de um exame laboratorial que mede a concentração de prolactina no sangue. Níveis acima de 20 ou 25 ng/ml caracterizam o distúrbio. Já quando o resultado da análise for acima de 100 ng/ml, existe a possibilidade da existência de um tumor benigno da hipófise. “Esses tumores podem causar distúrbios neurológicos como cefaleia e perda visual”, diz o médico. Porém vale ressaltar que, geralmente, as consequências são reversíveis e os tumores são muito sensíveis ao tratamento medicamentoso.
Com tratamento, sintomas tendem a desaparecer
O tratamento da hiperprolactinemia depende da causa do problema e pode ser cirúrgico, medicamentoso ou uma combinação de ambos. O mais importante é diminuir os níveis de prolactina e restaurar a ovulação nas mulheres. Quando a causa é por efeitos de medicamentos, o médico avalia a possibilidade de troca por outra medicação que não aumente a produção da prolactina. Já nos casos de tumores da hipófise, geralmente são receitadas medicações que diminuem o tamanho do tumor; e raramente é necessária cirurgia. "O acompanhamento deve ser rigoroso porque o tumor pode voltar a crescer, tanto com o tratamento com medicações quanto após a cirurgia. E exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética do cérebro são obrigatórios para se avaliar o tamanho do tumor e o melhor tratamento", diz Joji Ueno.
Com o tratamento, todos os sintomas tendem a desaparecer. Inclusive pessoas inférteis podem voltar a ser capazes de ter filhos. Mas, segundo o ginecologista, recomenda-se que primeiro a doença esteja bem controlada já que, no caso de tumor na hipófase, a gravidez e a amamentação podem aumentar ainda mais o seu tamanho, porque estimulam a produção de prolactina. "Se o adenoma estiver pequeno e representar pouco risco para a mãe ou o filho, é possível engravidar. Mas, durante o pré-natal, devem ser observados sintomas como dores de cabeça fortes e alterações da visão, que podem ser um sinal do crescimento do tumor", observa.
Fonte - ginecologista Joji Ueno (CRM-48.486), doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP, responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera (www.clinicagera.com.br).
Seleção de texto: Lazinha Paes Leme
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