quarta-feira, 22 de maio de 2019

Fórmula & Cia. lança a sua linha de cosmeteria gourmet com 26 opções



       Uma experiência olfativa, sensorial e lúdica, que une a alta gourmeteria e ativos de frutas e outros alimentos, que resultam em cosméticos com mais qualidade e eficiência. Assim a farmacêutica e Diretora Técnica da Fórmula & Cia, Márcia Piva, resume a linha de Cosmeteria Gourmet, com 26 opções, que a rede de farmácias de manipulação lança, no ano em que comemora 30 anos de atuação.

A linha de Cosmeteria Gourmet da Fórmula & Cia. apresenta  hidratantes, geleias, mousses, manteigas esfoliantes, entre outras opções para o tratamento da pele – facial e corporal. A farmacêutica Márcia Piva cita a calda de melancia para o rosto, que trata e previne os estágios iniciais da acne. Sua composição, explica ela, possui probióticos, que regulam o PH e modulam a inflamação e o microbioma da pele, ativos que diminuem o tamanho dos poros e a secreção sebácea.

Uma opção dentro da linha de tratamento antienvelhecimento é a compota antioxidante de maçã com canela. A Diretora Técnica da Fórmula explica que essa compota possui o Zymo Radical, uma enzima capaz de neutralizar uma quantidade considerável de radicais livres.

Para hidratante de pele sensível, acneica, com melasma ou dermatite atópica, a  linha de Cosmeteria Gourmet sugere o ‘iogurte grego’ com probióticos de aveia coloidal. Para ser aplicado na pele após o banho, ele contém em sua composição, entre outros, ômega 3 (anti-inflamatório) e ômega 9 (cicatrizante), aveia coloidal e skinbiotics, que são probióticos que recuperam a função barreira e o sistema imunológico.

A  Cosmeteria Gourmet da Fórmula  tem opções para tratamento e manutenção  da pele saudável, como  a máscara facial hidratante com chocolate belga, a mousse  hidratante  corporal de chocolate com chantilly e o shake capilar de melancia. Como sugestão de tônico facial, a linha tem o ‘champagne’ com água termal, ácido hialurônico, resveratrol, B complex e oligoelementos.

Perfil – A Fórmula & Cia. Farmácias com Manipulação, de Campinas, comemora 30 anos de atuação no mercado com a marca de 8 mil produtos manipulados por mês, entre medicamentos e cosméticos. O fundador e diretor-superintendente, Marcos Ebert, prevê que em 2019 a empresa tenha um faturamento 20% maior que os R$ 12 milhões no ano anterior. Com sete laboratórios nas suas duas unidades, que produzem cápsulas, soluções orais e fórmulas dermatológicas e cosméticas, a Fórmula conta com 100 colaboradores e oito profissionais farmacêuticos, tendo à frente a diretora Técnica, farmacêutica e também fundadora, Márcia Piva.

Marcos Ebert avalia que os investimentos contínuos realizados pela Fórmula, ao longo dos últimos 30 anos, fizeram com que as pessoas percebessem os princípios da empresa, baseados na competência e idoneidade. “Acreditamos que tanto para a classe médica, como para o público em geral, é importante contar com uma farmácia que faça a personalização com competência e que tenha profissionais farmacêuticos altamente gabaritados”, explica. Ele acrescenta que a qualidade no atendimento, a ampliação das possibilidades oferecidas na manipulação de medicamentos, bem como a internacionalização do segmento, têm contribuído para que a Fórmula amplie a sua atuação no mercado.

Conforme o Panorama Setorial da Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Marcos Ebert afirma que a Fórmula & Cia. está entre as 5% maiores farmácias de manipulação do País.  A estimativa é que no Brasil tenham 7 mil farmácias de manipulação.

A Diretora Técnica, Márcia Piva, acrescenta que a orientação dos profissionais farmacêuticos aos clientes – a chamada Atenção Farmacêutica é outro fator importante. “Nossa equipe de oito profissionais farmacêuticos está capacitada para essa tarefa, inclusive orientando e tirando possíveis dúvidas dos clientes durante o período de tratamento”, acrescenta.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Vaidade: ter ou não ter. Eis a questão !
Especialista em carreira alerta para as armadilhas da vaidade


 

A vaidade é perigosa. Tem um conceito tão amplo e sedutor quanto o próprio sentimento. A palavra originária do latim significa oco, vazio. No dicionário quer dizer valorização que se atribui a própria aparência ou a intelectualidade, mas pode se encontrar mais de 130 sinônimos correlacionados a vaidade. Na história do cristianismo, a vaidade é o primeiro pecado capital.
Para o professor da FGV e fundador da escola do Pensar da ESIC Internacional, Luciano Salamacha, a vaidade é uma fera que deve ser controlada no ambiente profissional. Em excesso pode cegar, colocar tudo a perder, e na falta dela pode ser a pitada que faltava para a autoestima, sentimento fundamental na disputa de cargos de liderança. Salamacha orienta algumas atitudes que podem fazer com que não se caia na fogueira da vaidade :
1 - Todo profissional deve periodicamente revisar as atividades que desenvolve, pois algumas vezes, alimentamos por vaidade certa rotina de trabalho que passou a ser desnecessária.
2- A vaidade acontece o tempo todo em nossas vidas, por isso, tenha sempre pessoas de sua confiança que possam apontar se deve manter afazeres por necessidade ou  por pura vaidade. Pessoas que possam, inclusive apontar se você está certo sobre certas habilidades que você considera ter.
3 – Não seja refém de pessoas que por maldade vão usar essa característica para provar que você deve ser menos despretensioso, sem ganância, sem ambição, porque na verdade querem te frear na competição.
4- Perceba o que está cultuando na empresa. Estamos num momento em que certos valores estão sendo revistos. Às vezes, valorizamos coisas que não têm a menor finalidade prática.
5 – Perceba o quanto sua vaidade é nociva ou não. Há pessoas autocríticas que se condenam demais, destroem a própria autoestima. Saem de um extremo a outro. Gerencie melhor suas emoções e seu julgamento sobre você.
5 – Troque a vaidade por validade. Na vaidade somos oco, na validade temos força e poder. Estamos plenos.
6- Use a vaidade para avaliar melhor a si mesmo e aos outros e tenha cuidado ao alertar um vaidoso. Talvez ele saiba, mas prefere mostrar que continua na ignorância ou, talvez acredite que seja esse o caminho.
Luciano Salamacha diz que subir na carreira requer antes de mais nada melhorar a nós mesmos, por isso temos que entrar em contato com a realidade e tentar controlá-la. O antídoto da vaidade é a humildade e isso nada tem a ver com nos humilhar, mas em encarar o outro de forma mais igual, muitas vezes aceitando os defeitos e erros, pois somos seres humanos e como tal, absolutamente todos erramos. As pessoas vaidosas dentro de uma empresa são soberbas na hora de ensinar, deixando claro quem estão numa posição acima do outro, mas Salamacha aconselha “ nada é estático principalmente numa companhia,o estagiário que se ensina hoje, pode chegar a chefia amanhã.”
O professor afirma que pessoa vaidosa é pouco estratégica, é frágil porque alguns elogios podem quebrar sua resistência.
Luciano Salamacha avalia que a vaidade é o caminho para a autossatisfação, é como uma droga “ Ilude temporariamente que talvez você seja o que não é, que tem um poder que não existe e nessa ilusão, o vaidoso coloca os pés pelas mãos.“
Salamacha diz que vaidade extrema é um defeito, mas a falta dela também. A falta de vaidade também pode indicar falta de amor próprio. Como amar o que se faz, ou ganhar o respeito do outro quando demonstramos que não amamos a nós mesmos?
O lado positivo da vaidade na medida certa é a autoconfiança e a autoestima que temos ter todos os dias quando saímos para o trabalho. Para Salamacha, não basta apenas uma boa formação curricular, há de se ter nessa era uma boa formação ética e acima de tudo cultivar boas relações.

Luciano Salamacha
Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e de multinacionais, atuando como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos. É um dos raros professores que fazem parte do “Quadro de Honra de Docentes”, da FGV Management. Também é professor de mestrado e doutorado no Brasil, na Argentina e nos EUA. Salamacha é fundador da Escola do Pensar, coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, uma das mais importantes escolas de negócios da Europa. Luciano Salamacha é autor de livros e artigos científicos publicados no Brasil e no exterior. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.
Seleção de texto: Lázara Paes Leme

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Salto alto e lesões em corredoras


O uso de salto alto altera inicialmente nosso eixo de equilíbrio, devido ao posicionamento do pé para frente. Esta má posição, juntamente com o desconforto do próprio sapato cujo bico fino aperta os dedos dos pés, provoca uma série de problemas em sequência, que podemos descrever de acordo com a anatomia do tornozelo e pé, de distal para proximal.
Como o pé fica sempre inclinado, a força e a carga recaem sobre a região anterior do pé e dedos (antigamente chamada de artelhos). Isso pode gerar dor pela compressão, calos e até mesmo úlceras nos pés menos sensíveis.
Essa pressão também pode causar maiores deformidades, como dedos em garra, martelo, ou botoeira, que podem se tornar rígidas e bastantes desconfortáveis.
Além disso, pode haver alterações ósseas com lesões na cartilagem e nos ossos, como osteocondroses, necroses ósseas e fratura por stress. O salto bico fino é o responsável por outro problema comum entre mulheres que o adotam com alta frequência: como os dedos são comprimidos e ficam sobrepostos um sobre os outros, cria-se o quadro de hálux valgo, popularmente conhecido como joanete. Também pode haver um desgaste, que conhecemos como halux rígidus, formando saliências ósseas e dor na hora de movimentar a articulação.
Metatarso
Essa é aquela área que na hora do impulso, na marcha ou corrida, recebe a maior carga. O pé fica inclinado, a força recai sobre essa região e depois dali sai o impulso que causa a sobrecarga. Além da dor (metatarsalgia), também podem ocorrer úlceras e diminuição do coxim gorduroso plantar, além da lesão da placa plantar.
Além disso, o aumento da pressão na cabeça do metatarso poderá gerar lesões ósseas, como necroses e artroses; das partes moles (tendinopatias e lesões ligamentares) e o conhecido Neuroma de Morton.
Mediopé e retropé
Essas regiões localizadas no meio e na porção posterior do pé recebem menos carga e ficam encurtadas. Essa inclinação pode gerar um impacto na região posterior, causando dor devido à proximidade do calcâneo, talus e tíbia.
Tornozelo e perna
Como o pé fica constantemente inclinado, essa posição força a panturrilha, predispondo as tendinopatias do Aquiles, encurtamentos, síndrome de haglung, além de câimbras e lesões musculares.
Acredita-se erroneamente que o uso do salto alto fortalece a panturrilha, dando mais firmeza e beleza à batata da perna. Isso na verdade é uma contratura às custas do encurtamento e tensão constantes e não fortalecimento. Este deve ser feito de forma orientada e na musculação ou corrida.
Os problemas não ficam apenas nos pés, eles podem atingir também os joelhos, coluna e até mesmo a circulação. Para qualquer um desses problemas e mais orientações, vale sempre a pena procurar um especialista!
Ana Paula Simões é Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.
Seleção de textos: Lazinha Paes Leme