segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL (TPM): UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO TESTA A EFICÁCIA DE MEDICAMENTO PRODUZIDO POR LABORATÓRIO NACIONAL, COMPROVANDO REDUÇÃO

Pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de Pernambuco publicaram artigo na revista inglesa Reproductive Health, sobre o estudo que avaliou a eficácia do medicamento Gamax®, produzido pelo laboratório Hebron® desde 2003. Eles comprovaram que a ingestão diária de uma cápsula de um grama de ácidos graxos equilibra os hormônios femininos, permitindo que o mês transcorra sem variações intensas no organismo, a conhecida Tensão Pré-menstrual (TPM).


Os ácidos graxos essenciais devem estar presentes na dieta, seja pela ingestão de alimentos ou pela suplementação. São um tipo de gordura essencial para o organismo, mas que são produzidos pelo corpo humano. O medicamento também contém vitamina E, muito conhecida pelo seu poder antioxidante, importante aliada na digestão de gorduras, contribuindo para melhor absorção dos ácidos graxos pelo organismo. As duas substâncias atuam na redução da prolactina, hormônio responsável por aumentar os níveis de estresse, ansiedade e depressão. Elas também auxiliam na diminuição do hormônio antidiurético e retenção de sódio e água pelo organismo, evitando os inchaços. Além disso, atuam na modulação dos neurotransmissores cerebrais, atenuando as dores de cabeça muito comuns na TPM.

PESQUISA – A pesquisa foi realizada com 120 mulheres entre 17 e 37 anos que sofriam com os sintomas de TPM. Durante seis meses, um grupo recebeu uma pílula com um grama de ácidos graxos, outro recebeu dois gramas e o terceiro tomou placebo. Elas anotavam diariamente os sintomas e a variação de intensidade. Ao final, as mulheres que tomaram um grama e dois gramas diminuíram de forma significativa os sintomas relacionados à TPM. Todas tiveram melhora, sem apresentar alteração nos níveis de colesterol. Segundo o pesquisador Edilberto Rocha Filho, os primeiros sinais de melhora surgiram depois de três meses.



Abaixo, os tipos mais comuns de TPM:



TPM A: caracterizada por ansiedade, irritabilidade e tensão nervosa, acomete de 65% a 75% das mulheres e está relacionada a altos níveis de estrogênio, contra índices menores de progesterona. O excesso de estrogênio pode ser resultado do consumo aumentado ou da falta de eliminação do hormônio que é metabolizado no fígado e eliminado no intestino.

O que evitar: café, refrigerantes à base de cola, laticínios, chocolate e álcool.



TPM C: está ligada ao aumento do apetite por doces e sintomas como fadiga, cefaléia e palpitações. Ela está presente em 25% a 35% das mulheres e está relacionada à maior tolerância a carboidratos e redução de um tipo de mediador bioquímico que aumenta a inflamação.

O que evitar: açúcar, chocolate, álcool e frutas muito doces.



TPM D: é a que provoca sintomas de depressão, choro, letargia, insônia e confusão, causadas pela redução do estrogênio e pelo aumento da progesterona. Ela está presente em 25% a 35% das mulheres.

O que evitar: laticínios e álcool.



TPM H: muito frequente em 60% a 70% das mulheres, está associada à retenção maior de líquidos, aumento de peso, dor nas mamas e distensão abdominal.

O que evitar: sal e laticínios.



BOX:

Porque a TPM aumenta a vontade de comer chocolate?

No período pré-menstrual, o corpo da mulher sofre com a redução de algumas vitaminas e minerais, o que faz com que busque alimentos fontes desses nutrientes. O chocolate denota a carência por magnésio. Além de atrapalhar o equilíbrio hormonal, a queda desse mineral também prejudica a absorção de cálcio, que é essencial nesse período, especialmente para evitar outros sintomas, como cólicas. E como o cacau é relativamente rico em magnésio, o organismo “pede” o chocolate, numa tentativa de reverter o quadro. Seria perfeito se, junto, não viesse o açúcar e a grande quantidade de gordura saturada, o que não é nem um pouco saudável e promove o
agravamento de alguns dos sintomas da TPM.

Seleção de textos: Lazinha Paes Leme

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dermatologia avança no combate à queda de cabelos

Embora seja mais marcante e visível nos homens, a calvície também pode afetar as mulheres. Alopecia é o nome dado pela Medicina para o problema da queda de cabelos, que vai muito além da preocupação estética.

“Biologicamente, os cabelos servem para proteção do crânio contra traumatismos, frio e radiações solares”, explica a médica dermatologista Christiana Blattner, de Campinas. “Mas eles são também uma das mais importantes expressões de beleza, por isso a perda de qualidade ou queda dos fios afetam o bem estar e a auto estima das pessoas”, completa a profissional, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
De acordo com Blattner, diversos fatores, como estresse físico e emocional, distúrbios alimentares e nutricionais, características genéticas, alterações metabólicas ou hormonais podem estar, literalmente, na raiz do problema. “Nosso primeiro passo é a análise das raízes dos fios em microscópio, para avaliação exata do tipo da alopecia que atinge aquele paciente. Com esse diagnóstico conseguimos direcionar melhor o tratamento”.

Normalmente, os homens sofrem mais com o problema, e, dependendo de suas características genéticas, bem precocemente. Mas as mulheres também são vítimas da queda de cabelos. Nelas, não ocorrem áreas completamente calvas como nos homens, mas os cabelos passam a crescer devagar, vão diminuindo em força e número, ficam mais finos e rarefeitos.

“Nas mulheres, a alopecia muitas vezes começa a se manifestar na adolescência, quando ocorrem muitas alterações hormonais, mas, por ser mais discreta, muitas mulheres não se queixam do problema nesse período. Após a menopausa, com novas alterações hormonais, o problema se agrava e é nesta fase que a maioria das mulheres se preocupa com a perda dos fios”, explica a médica, que atua na clínica Dermatolaser, em Campinas, há mais de 20 anos.


Cuidados


A primeira dica de Christiana Blatter é procurar o dermatologista logo que surgirem as primeiras suspeitas de queda significativa dos cabelos. “Quanto antes se inicia o tratamento, maior a chance dele ser bem sucedido. Depois que as raízes dos fios atrofiam, não se consegue reverter o quadro”, alerta.

Para o tratamento de alopecia podem ser indicadas medicações via oral, como suplementos nutricionais ou tratamentos hormonais, xampus adequados para cada tipo de cabelo, loções com princípios ativos para inibir a queda e estimular o crescimento dos fios e até mesmo tratamentos com laser. O laser atua diretamente no couro cabeludo, fazendo com que os fios cresçam mais saudáveis, resistentes e, consequentemente, com melhor aspecto.

A médica também dá dicas para manter a beleza e a saúde dos fios no verão. “Lavar os cabelos diariamente sempre afeta positivamente os cabelos, pois reduz a oleosidade do couro cabeludo, que é um importante fator de queda dos cabelos”, complementa. Na hora de escolher os produtos, como xampu e condicionador, a ajuda especializada do médico pode fazer a diferença.


Fonte:

Dra. Christiana Blattner, médica dermatologista, CRM – 53850

Campinas/SP

Seleção de texto: Lazinha Paes Leme