Pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de Pernambuco publicaram artigo na revista inglesa Reproductive Health, sobre o estudo que avaliou a eficácia do medicamento Gamax®, produzido pelo laboratório Hebron® desde 2003. Eles comprovaram que a ingestão diária de uma cápsula de um grama de ácidos graxos equilibra os hormônios femininos, permitindo que o mês transcorra sem variações intensas no organismo, a conhecida Tensão Pré-menstrual (TPM).
Os ácidos graxos essenciais devem estar presentes na dieta, seja pela ingestão de alimentos ou pela suplementação. São um tipo de gordura essencial para o organismo, mas que são produzidos pelo corpo humano. O medicamento também contém vitamina E, muito conhecida pelo seu poder antioxidante, importante aliada na digestão de gorduras, contribuindo para melhor absorção dos ácidos graxos pelo organismo. As duas substâncias atuam na redução da prolactina, hormônio responsável por aumentar os níveis de estresse, ansiedade e depressão. Elas também auxiliam na diminuição do hormônio antidiurético e retenção de sódio e água pelo organismo, evitando os inchaços. Além disso, atuam na modulação dos neurotransmissores cerebrais, atenuando as dores de cabeça muito comuns na TPM.
PESQUISA – A pesquisa foi realizada com 120 mulheres entre 17 e 37 anos que sofriam com os sintomas de TPM. Durante seis meses, um grupo recebeu uma pílula com um grama de ácidos graxos, outro recebeu dois gramas e o terceiro tomou placebo. Elas anotavam diariamente os sintomas e a variação de intensidade. Ao final, as mulheres que tomaram um grama e dois gramas diminuíram de forma significativa os sintomas relacionados à TPM. Todas tiveram melhora, sem apresentar alteração nos níveis de colesterol. Segundo o pesquisador Edilberto Rocha Filho, os primeiros sinais de melhora surgiram depois de três meses.
Abaixo, os tipos mais comuns de TPM:
TPM A: caracterizada por ansiedade, irritabilidade e tensão nervosa, acomete de 65% a 75% das mulheres e está relacionada a altos níveis de estrogênio, contra índices menores de progesterona. O excesso de estrogênio pode ser resultado do consumo aumentado ou da falta de eliminação do hormônio que é metabolizado no fígado e eliminado no intestino.
O que evitar: café, refrigerantes à base de cola, laticínios, chocolate e álcool.
TPM C: está ligada ao aumento do apetite por doces e sintomas como fadiga, cefaléia e palpitações. Ela está presente em 25% a 35% das mulheres e está relacionada à maior tolerância a carboidratos e redução de um tipo de mediador bioquímico que aumenta a inflamação.
O que evitar: açúcar, chocolate, álcool e frutas muito doces.
TPM D: é a que provoca sintomas de depressão, choro, letargia, insônia e confusão, causadas pela redução do estrogênio e pelo aumento da progesterona. Ela está presente em 25% a 35% das mulheres.
O que evitar: laticínios e álcool.
TPM H: muito frequente em 60% a 70% das mulheres, está associada à retenção maior de líquidos, aumento de peso, dor nas mamas e distensão abdominal.
O que evitar: sal e laticínios.
BOX:
Porque a TPM aumenta a vontade de comer chocolate?
No período pré-menstrual, o corpo da mulher sofre com a redução de algumas vitaminas e minerais, o que faz com que busque alimentos fontes desses nutrientes. O chocolate denota a carência por magnésio. Além de atrapalhar o equilíbrio hormonal, a queda desse mineral também prejudica a absorção de cálcio, que é essencial nesse período, especialmente para evitar outros sintomas, como cólicas. E como o cacau é relativamente rico em magnésio, o organismo “pede” o chocolate, numa tentativa de reverter o quadro. Seria perfeito se, junto, não viesse o açúcar e a grande quantidade de gordura saturada, o que não é nem um pouco saudável e promove o
agravamento de alguns dos sintomas da TPM.
Seleção de textos: Lazinha Paes Leme
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