domingo, 27 de fevereiro de 2011

Incidência de processos alérgicos tem aumento significativo nesse verão

O calor, a umidade e o aumento do índice pluviométrico são responsáveis pelo surgimento de uma enorme quantidade de diferentes processos alérgicos. Os dias mais quentes do ano, com altíssimas temperaturas e chuvas constantes formam a combinação perfeita para o elevado número de pacientes com as alergias do verão, que podem ser, desde uma simples dermatite de contato, até preocupantes casos de Candidíase. A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha no organismo e todos estão sujeitos a aparição desses problemas devido à inúmeros fatores. Entretanto, a estação é a época em que as pessoas, de uma forma geral, mais se expõem ao que pode provocar alergia, com o uso exagerado de cosméticos, além da maior exposição solar e o aumento da transpiração.
"Embora muitos não saibam, cerca de 35% da população mundial sofrem com algum tipo de alergia e, durante o verão no Brasil, esse índice é ainda maior, por conta de diversos fatores. Os processos alérgicos chegam a aumentar muito durante a época", afirma o imunologista e alergista, Dr. Marcello Bossois.
Um paciente que apresenta quadros de processos alérgicos desvia naturalmente seu sistema imunológico para o combate das partículas alergênicas. Com isso, o alérgico passa a ter uma grande deficiência em seu sistema de defesa, ficando muito suscetível ao surgimento de infecções, inflamações e outros problemas, dentre eles a Candidíase, doença muito comum na temporada das praias.

Informações sobre este problema
A Candidíase é uma doença que pode ser causada por diversos fatores como má alimentação, estresse ou até sedentarismo, no entanto um dos fatores que mais propicia o seu surgimento, principalmente do verão, é o aumento da transpiração em algumas partes do corpo. A doença é caracterizada pelo crescimento exagerado de um fungo chamado Cândida Albicans, presente no organismo de todos os mamíferos, que pode ser deflagrado a partir dos processos alérgicos.
Ao contrário do que muitos imaginam, essa doença não é contraída apenas por relação sexual e pode se manifestar em diferentes regiões do corpo, desde uma Candidíase na boca até uma Candidíase intestinal de repetição. Todos estão sujeitos a aparição da doença, mas as mulheres são as mais afetadas e cerca de 70% dos pacientes com o problema são do sexo feminino.Isso ocorre devido a alta exposição da região genital da mulher ao surgimento de fungos e bactérias, sobre tudo a essa poca do ano, além das alterações hormonais mais comuns nesse sexo .
"Por esses motivos, todas as mulheres devem estar atentas aos sinais da doença que se manifestam em corrimentos de líquidos brancos ou amarelados, coceiras na região genital e desconforto durante a relação sexual", alerta Dr. Marcello.
Insetos não são bem-vindos
Outro processo alérgico de grande índice durante a estação mais quente do ano é a alergia dermatológica pela picada de insetos, uma vez que suas populações crescem muito com o calor. Eles são um dos principais vilões desses problemas, pois suas mordidas são extremamente nocivas à saúde das pessoas, principalmente a aqueles que possuem alto grau de alergia.
A picada desses animais causa uma lesão denominada Prurigo Estrófilo e a pessoa que for mordida terá uma lesão arredondada com pontos avermelhados, que devido a reação inflamatória origina intensos processos alérgicos. A alergia faz surgir preocupantes feridas que coçam demais, podendo gerar graves conseqüências à saúde dos acometidos.
"Vale ressaltar que as feridas provocadas pela picada dos mosquitos são portas de entrada para infecções por germes da pele, podendo levar a doenças como abcessos, celulites, doenças renais e, com alguma controvérsia no meio científico, a Febre Reumática. Esse é um dos fatores mais preocupantes no tratamento das alergias dermatológicas", lembra Dr. Bossois.
Pessoas de todas as idades sofrem com a picada desses insetos e todos estão sujeitos a contrair alergias dessa natureza, entretanto as crianças são as mais afetadas. Isso ocorre devido a utilização de menos roupas por parte delas, provocando assim uma exposição maior do corpo ao ambiente, além de muitos insetos terem um vôo mais baixo, o que as torna mais vulneráveis aos ataques em suas partes do corpo que estiverem descobertas. As lesões se tornam mais aparentes nas crianças devido as suas complicações serem mais comuns do que nos adultos. "As crianças não se auto policiam quando a ferida coça. Ela coça mesmo. E o coçar, leva germes de pele para dentro do organismo complicando a ferida provocada pela alergia", complementa Dr. Bossois.
Saiba mais sobre as dermatites de contato
As dermatites de contato também são muito freqüentes no verão e se caracterizam pela vermelhidão, inchaço e podem causar uma descamação da pele. Há alguns fatores que acarretam esse tipo de alergia, mas o uso constante de cosméticos é um dos grandes causadores. Isso deve-se ao produto químico contido em maquiagens, desodorantes e protetores solares, que ao entrarem em contato com a pele, liberam substâncias que iniciam a alergia.
A incidência de alergia de pele causada por bijuteria é outra que sobe, pois o suor estimula o sulfato de níquel, componente desses produtos, que provocam equizemas especialmente no pescoço. Até os telefones celulares podem gerar reações, principalmente nas orelhas, devido ao Lítio, componente da bateria que causa alergia nas pessoas que transpiram em excesso.

Como o Projeto Brasil Sem Alergia está ajudando a Comunidade
"A única maneira de se fazer um diagnóstico preciso sobre a predisposição de uma pessoa em desenvolver uma alergia a um determinado produto, substância, inseto ou até mesmo ao calor, é através da realização de um teste alérgico. Uma vez identificado o tipo de alergia, é necessário que o paciente evite ao máximo o contato com tal alergêno e faça um acompanhamento regular com um médico", afirma Dr. Marcello, coordenador da ação social Brasil Sem Alergia.
O projeto de Bossois oferece gratuitamente a realização de todos os testes alérgicos, além do acompanhamento médico, também gratuito, com o objetivo de prevenir, controlar e combater os índices de alergias em toda a população do Rio de Janeiro. O Brasil Sem Alergia possui 4 postos de atendimentos espalhados por Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, aonde são realizados os procedimentos contra todas as doenças de fundo alérgico.

Nascida em 2007, a ação social já atendeu milhares de pessoas com aproximadamente 35 mil atendimentos aos moradores de todo o estado em seus postos no Parque Fluminense e no bairro 25 de Agosto, ambos em Caxias, além dos 10 mil casos no posto da Cruz Vermelha RJ. A iniciativa pretende ainda buscar novas parcerias com a possibilidade de expandir suas atividades a outras cidades e estados brasileiros.

Conheça o Projeto Social Brasil Sem Alergia

www.youtube.com/alergiahormonal
www.brasilsemalergia.com.br

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A anestesia para o parto

Médico e paciente devem discutir juntos os diversos tipos e indicações de analgesia

Desde a confirmação da gravidez, diversas são as dúvidas das futuras mamães, especialmente as de primeira viagem. Algumas delas, no entanto, podem ser facilmente resolvidas com uma boa conversa com um especialista. É o caso da anestesia para o parto. Várias são as técnicas e indicações, e ninguém melhor do que o médico anestesiologista para explicar às gestantes como funciona todo o processo de analgesia, e quais as indicações para cada caso.

As anestesia regionais, entre as quais se destacam os bloqueios neuroaxiais (peridural, raquianestesia e combinada raqui-peridural) são as mais utilizadas, explica o dr. Carlos Othon Bastos, membro da Comissão Científica da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP) e ex-presidente do Comitê de Anestesia em Obstetrícia da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA). Aplicadas adequadamente, são capazes de abolir completamente a dor de qualquer fase evolutiva do trabalho de parto, inclusive no parto normal.



“O parto normal, com a utilização de técnicas adequadas de analgesia espinhal, apresenta inúmeras vantagens para o binômio materno-fetal”, afirma dr. Carlos.



Além disso, explica ele, a anestesia diminui a sobrecarga cardiorrespiratória materna, que pode se tornar bastante intensa na progressão do trabalho de parto.

“Ao aplicar a anestesia, reduzimos a liberação de catecolaminas e outros hormônios e substâncias ligadas ao estresse e à dor, o que repercute de forma positiva sobre o concepto contribuindo para a manutenção de adequado fluxo sanguíneo útero-placentário”.

Os avanços da anestesia


Um recente marco na anestesiologia foram os diversos estudos favoráveis e consequente proliferação do uso de opióides espinhais na década de 90, permitindo a redução significativa da concentração e da dose de anestésicos.

“Estes fármacos possibilitam a abolição da dor, porém mantêm o tônus motor e o equilíbrio necessários para um bom andamento do parto”, explica o anestesiologista.



Mitos e verdades


Um equívoco bastante comum é achar que a anestesia pode prejudicar a dilatação do colo do útero durante o trabalho de parto.

“Se realizada de forma adequada, com fármacos em quantidades e concentrações ideais, a anestesia regional interfere de forma mínima e, às vezes, até mesmo benéfica na evolução da dilatação do colo uterino. Assim, causamos diminuição insignificante da força motora, mantendo a capacidade da parturiente de atuar de forma ativa para o nascimento do concepto através dos esforços expulsivos”, pondera dr. Carlos.


Prevenção de riscos



Apesar dos benefícios da peridural, há algumas contra-indicações. Mulheres que apresentem distúrbios adquiridos ou congênitos de coagulação, ou portadoras de algumas cardiopatias e doenças neurológicas, não devem se submeter a esse procedimento anestésico. Nestes casos, é necessário disponibilizar métodos alternativos de analgesia, como técnicas sistêmicas, para que não se privem do alívio da dor.

Complicações ocasionadas pela anestesia, embora raras, podem acontecer. Por isso, a anestesia deve ser realizada por médico anestesiologista, que é o profissional adequadamente treinado para o procedimento. Além disso, ter os equipamentos necessários para a analgesia e monitoramento da parturiente e do feto é imprescindível para identificar e tratar precocemente eventual intercorrência.

Seleção de texto: Lazinha Paes Leme

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Frutas e vegetais amarelos, alaranjados e verde-escuros contribuem para bronzeado no verão

Alimentação pode auxiliar na manutenção do bronzeado e na proteção da pele

Consumir frutas e vegetais amarelos, alaranjados e verde-escuros auxilia o corpo a manter o bronzeado após a exposição ao sol. De acordo com a Dra. Marcella Garcez Duarte, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), cenoura, abóbora, mamão, melão, espinafre, brócolis, couve, entre outros, são ricos em carotenóides, em especial o betacaroteno, precursor da vitamina A, que auxilia na produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele.
"A melanina é a grande responsável pela coloração da pele, seja na preparação e manutenção do bronzeado, seja no aparecimento de manchas, pela sua falta, principalmente em peles negras", comenta a médica. Ela explica que outras enzimas, como a tirosinase, um aminoácido responsável pela pigmentação da pele, também participam do processo de produção da melanina. Por isso, alimentos ricos em proteínas, como carnes, ovos e leite - que são ricos em tirosina -, juntos com a vitamina C, a vitamina E, e o betacaroteno são importantes para ativar esse manter aquela cor conquistada no verão.
A especialista destaca que os alimentos com essas substâncias são recomendados para todos os tipos de pele, ainda que as peles claras possam se beneficiar mais, pois não contam com uma grande concentração de melanina, como é o caso das peles mais pigmentadas. "Qualquer tipo de pele se beneficia de uma alimentação equilibrada, junto com uma boa ingesta de água, pois a hidratação é outra grande aliada na prevenção do envelhecimento cutâneo".
Alimentação também protege pele da radiação UV

Segundo a Dra. Marcella, quando se fala em exposição solar, é importante levar em conta dois fatores. O primeiro é que a radiação UV é a grande responsável pelo envelhecimento precoce da pele e, portanto, o uso do filtro solar é essencial. O segundo ponto é que os alimentos também podem fornecer fotoproteção como, por exemplo, os antioxidantes. "Alimentos antioxidantes são fontes de betacaroteno, licopeno, vitamina C, vitamina E, ácidos graxos, ômega 3 e polifenóis, que previnem o envelhecimento da pele e protegem contra os raios UV", ressalta.

A médica nutróloga completa ainda que, quando o objetivo for o bronzeamento, a ingesta de betacaroteno deve ser aumentada para 3 a 5 vezes a quantidade recomendada diariamente para este nutriente, o que deve ser feito por um período não muito longo, para não causar desequilíbrio nutricional.
Alguns alimentos bronzeadores e protetores

· Vegetais amarelos/laranja - cenoura, abóbora, beterraba, batata-doce
· Frutas amarelas/laranjas - mamão, melão, manga, carambola, pêssego
· Vegetais de folhas verde-escuras: espinafre, brócolis, couve, chicória, escarola e agrião
· Vitamina C: frutas cítricas, acerola, morango, abacaxi
· Vitamina E: nozes, girassol, grãos integrais, peixes
(Seleção de texto: Lazinha Paes Leme

Uso do anticoncepcional pode aumentar riscos de doenças do coração

Resultado foi obtido em pesquisa de alunos do curso de Ciências Biomédicas da Veris Faculdades


Um estudo realizado por alunas do curso de Ciências Biomédicas da Veris Faculdades, em Campinas, revela que o uso contínuo de contraceptivos orais pode elevar os riscos de doenças do coração, como o infarto do miocárdio. Concluída no final do ano passado, a pesquisa foi feita com 40 mulheres, entre 18 e 49 anos, divididas em dois grupos: um com usuárias da pílula há mais de dois anos e outro com pessoas que já não faziam o uso do anticoncepcional há mais de cinco anos.

De acordo com a orientadora do trabalho, professora Dra. Águeda Cleofe Marques Zaratin, mesmo sendo composto por mulheres mais jovens, o grupo das usuárias da pílula apresentou níveis de LDL, o famoso colesterol ruim, mais elevados comparado com o outro grupo. “Nosso estudo tinha o objetivo de medir os níveis lipídicos (de gordura) e as possíveis alterações que a composição do medicamento poderia provocar no organismo das usuárias e chegamos a este resultado. O que mais surpreende é que o grupo das mulheres que tomavam anticoncepcionais era mais jovem, com idade média de 25 anos, e foi o que mais apresentou níveis de colesterol alto. Ou seja, para riscos de infarto, o anticoncepcional pode ser um vilão maior do que a própria idade”, afirmou a professora doutora em Biologia Funcional e Molecular.

O colesterol total também foi mais alto nas usuárias da pílula. “O colesterol total pode ser dividido em três frações: VLDL, LDL (ruim colesterol) e HDL (bom colesterol). Analisamos em frações, porque só o colesterol total aumentado não é suficiente para indicar as doenças do coração. Mesmo assim o colesterol total foi alto no grupo das mulheres que tomavam o anticoncepcional”, esclareceu a professora.

Ela explicou ainda que os novos contraceptivos orais, chamados também de última geração, já são fabricados com uma composição voltada mais para benefícios que riscos, porém o uso ainda é baixo no Brasil pelo seu alto custo. “Os (anticoncepcionais) de última geração causam menos efeitos no organismo, mas infelizmente as brasileiras ainda fazem o uso dos de segunda e terceira geração, que possuem efeitos mais prejudiciais e, por isso, podem potencializar os riscos”, disse.

Águeda reforça que o risco é ainda mais agravante em mulheres obesas, sedentárias, com antecedentes de doenças coronarianas na família, fumantes e que sofrem de pressão alta. “A saúde só irá se agravar para quem se enquadra no perfil e ainda usa pílulas anticoncepcionais”, alertou a docente.

Vale ressaltar que a pesquisa tratou-se de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ciências Biomédicas das alunas Ariadne Bianca de Almeida Freire, Tamiris Bianchini Carnevalli e Thais Silva Silveira, e levou em consideração a alimentação, o peso, a altura e a pressão arterial dos dois grupos de mulheres voluntárias, por meio de questionário e exames antropométricos, mas não foram detectadas alterações relevantes.

Seleção de textos: Lazinha Paes Leme