Cirurgiã
plástica explica como funcionam e quando são recomendados os
procedimentos capazes de aumentar, reduzir e corrigir a flacidez dos
seios.
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- Mamoplastia redutora: Ideal para mulheres que possuem seios volumosos, desproporcionais e que causam dor nas costas devido ao tamanho e para homens que sofrem de ginecomastia, ou seja, o crescimento excessivo das mamas, a mamoplastia redutora visa remover o excesso de glândulas mamárias, gordura e pele da região para que as mamas fiquem proporcionais ao restante do corpo. “As incisões para o procedimento podem ser feitas em volta da aréola dos seios, ou em formato de T invertido, iniciando-se ao redor da aréola e continuando por uma linha vertical até a base do seio e outra horizontal no sulco mamário. Já o tamanho, o formato e a visibilidade das cicatrizes após o procedimento vão variar de acordo com o caso e o tamanho da mama”, afirma a especialista. - Mamoplastia de aumento: Indicada para mulheres que possuem seios pequenos ou que sofreram com a diminuição das mamas devido a fatores como gravidez, envelhecimento, amamentação, mastectomia ou emagrecimento, esta técnica consiste no implante de uma prótese de silicone, por cima ou por baixo do músculo peitoral, para conferir volume às mamas, sendo colocada através de uma incisão que pode ser feita nas axilas, ao redor da aréola ou embaixo dos seios. A colocação da prótese pode ser associada à retirada de pele e remodelagem da glândula em caso de flacidez, que chamamos de mastopexia. “O tamanho da prótese varia de acordo com o caso e deve ser escolhido em uma conversa entre o cirurgião e a paciente, levando em consideração fatores como o corpo, o tamanho do tórax, estatura. Existem diversos formatos de prótese que deve ser escolhido de acordo com proporcionalidade e desejo da paciente.. - Mastopexia: “Também conhecida por lifting de mama, a mastopexia é o procedimento utilizado para corrigir a flacidez das mamas, que surge naturalmente com o processo de envelhecimento, após amamentação ou perda de peso. É realizada através da remoção do excesso de pele da região, além do reposicionamento da aréola e do implante mamário, com as incisões e cicatrizes da mesma forma que da mamoplastia redutora. Esta técnica também pode ser combinada ao implante de silicone para dar volume aos seios, sendo denominada de mastopexia com inclusão de prótese mamária.” De acordo com a cirurgiã plástica, nos três casos os resultados são visíveis logo após o procedimento e os cuidados pré e pós-operatório são os mesmos, sendo que antes da cirurgia é importante que você realize todos os exames laboratoriais solicitados pelo médico, pare o uso de cigarro e o consumo de bebidas alcoólicas na semana anterior à cirurgia e realize jejum de sólidos e líquidos nas oito horas que precedem a mamoplastia. “Já no período pós-operatório, que dura em média um mês , é fundamental que você sempre durma de barriga para cima, utilize um sutiã especial de sustentação para suportar os seios e evite realizar exercícios físicos, esforço ou muitos movimentos com os braços”, recomenda a Dra. Beatriz Lassance. “É importante ressaltar ainda que qualquer um dos procedimentos citados acima deve ser realizado apenas após os 18 anos, quando o desenvolvimento das mamas já está completo, e que antes de realizá-los você deve conversar com o seu cirurgião plástico. Apenas ele poderá fazer uma avaliação completa de seus seios e corpo e indicar o melhor procedimento para cada caso.” Fonte: Dra. Beatriz Lassance - Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. | ||
segunda-feira, 15 de abril de 2019
Mamoplastia: conheça os diferentes tipos de cirurgia plástica nas mamas
Tire suas dúvidas sobre possíveis riscos de tratamentos estéticos
Por
Dr. Luís Felipe Maatz, Cirurgião Plástico, Especialista em Cirurgia
Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina da USP; Especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital
Sírio-Libanês; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
(SBCP)
As
cirurgias plásticas e os procedimentos estéticos, desde que sejam
realizados por médicos com especialização comprovada em cirurgia
plástica e com título de especialista pela Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica, possuem, em geral, baixo risco. Para realizar um
procedimento com segurança, além de procurar um cirurgião plástico
habilitado, o paciente deve estar em bom estado de saúde. No caso de
cirurgias de médio ou grande portes, há necessidade de exames
complementares (como exames de sangue e cardiológicos). Além disso, deve
ser realizada em local adequado e com toda infraestrutura necessária
(geralmente clínicas de grande porte e hospitais).
Quem pode realizar o procedimento
Os
profissionais habilitados para procedimentos estéticos são os
Cirurgiões Plásticos e Dermatologistas. Para cirurgias plásticas, como
indicado pelo próprio nome, o indicado é o Cirurgião Plástico. Há muitos
médicos ou outros profissionais (como dentistas, biomédicos,
farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas) que se intitulam
especialistas em estética, mas não possuem formação para realizar os
procedimentos de forma adequada e segura. Para minimizar os riscos de um
procedimento, garanta que seu médico seja realmente especialista (você
pode verificar essa informação nos sites da Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica e na Sociedade Brasileira de Dermatologia).
Para
quem busca um tratamento na pele ou no corpo em geral, procure
informações sobre seu médico e se ele tem prática com o procedimento que
deseja realizar. Garanta que ele possua uma especialização adequada e
título de especialista nas sociedades regulamentadas pela AMB -
Associação Médica Brasileira (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e
Sociedade Brasileira de Dermatologia). Se o procedimento for mais
invasivo, como cirurgias, haverá necessidade de exames complementares e a
escolha de um ambiente hospitalar ou de clínica de grande porte.
Quando há erros
Os
erros geralmente ocorrem em procedimentos realizados por profissionais
que não possuem formação adequada, em ambiente inadequado e com produtos
ou técnicas inadequadas. Cerca de 90% dos casos de queixas no CRM por
possíveis erros médicos em procedimentos estéticos são contra
profissionais que não são especialistas em cirurgia plástica ou
dermatologia. Se expandirmos os números para as queixas em geral,
incluindo os profissionais não-médicos que se aventuram em realizar os
procedimentos estéticos, chegaremos a uma parcela menor ainda. Ou seja,
realizar um procedimento estético com o profissional adequado é um
pré-requisito mínimo para evitar possíveis complicações.
Como diferenciar erros de complicações
A
definição de erro é: conduta profissional que pressupõe inobservância
técnica capaz de produzir um dano à vida ou à saúde de outrem,
caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência.
1-
Imperícia: execução errada de um ato técnico profissional (falta de
observação das normas ou despreparo do profissional). Por exemplo,
realização de um procedimento estético por profissional não habilitado e
sem a especialização adequada.
2-
Imprudência: quando o profissional age sem o cuidado adequado (atitudes
precipitadas ou sem cautela). Por exemplo, a realização de uma cirurgia
sem a equipe adequada.
3
- Negligência: falta de cuidado ou de precaução ao se executar um ato
profissional. Por exemplo, a realização de uma cirurgia em local
inadequado ou sem os exames necessários.
É
necessário deixar claro que todo e qualquer procedimento estético ou
cirurgia pode acarretar em complicações, que são diferentes de erros.
As
complicações são eventos adversos ao resultado esperado, mas que podem
ocorrer em qualquer procedimento, mesmo que o profissional tenha
formação adequada e tome todas as precauções necessárias.
Há
a necessidade de que, durante a consulta médica, o médico explique as
possíveis complicações e que o paciente esteja ciente de que elas possam
eventualmente ocorrer, mesmo com o melhor médico, que utiliza da melhor
técnica, no melhor ambiente e com o melhor produto.
Seleção de texto: Lazinha Paes Leme
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