segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mamoplastia: conheça os diferentes tipos de cirurgia plástica nas mamas


Cirurgiã plástica explica como funcionam e quando são recomendados os procedimentos capazes de aumentar, reduzir e corrigir a flacidez dos seios.

A mamoplastia é toda e qualquer cirurgia plástica que modifica o formato e aparência dos seios, tornando-os maiores, menores ou mais levantados. Sendo assim, ainda é a técnica mais indicada para quem quer que as mamas fiquem proporcionais e harmônicas com o restante do corpo. A popularidade deste tipo de procedimento é tanta que, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), as cirurgias de mama, junto a lipoaspiração e a abdominoplastia, figuram entre os principais procedimentos estéticos realizados nos consultórios de cirurgia plástica. Porém, as diversas nomenclaturas existentes para estes procedimentos que alteram a aparência dos seios podem causar confusão na hora de falar para seu cirurgião plástico o que você quer fazer. Para ajudar nestes casos, a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), explicou quais os tipos de cirurgia plástica existentes e quando são recomendados. Confira:
- Mamoplastia redutora:
Ideal para mulheres que possuem seios volumosos, desproporcionais e que causam dor nas costas devido ao tamanho e para homens que sofrem de ginecomastia, ou seja, o crescimento excessivo das mamas, a mamoplastia redutora visa remover o excesso de glândulas mamárias, gordura e pele da região para que as mamas fiquem proporcionais ao restante do corpo. “As incisões para o procedimento podem ser feitas em volta da aréola dos seios, ou em formato de T invertido, iniciando-se ao redor da aréola e continuando por uma linha vertical até a base do seio e outra horizontal no sulco mamário. Já o tamanho, o formato e a visibilidade das cicatrizes após o procedimento vão variar de acordo com o caso e o tamanho da mama”, afirma a especialista.
- Mamoplastia de aumento: Indicada para mulheres que possuem seios pequenos ou que sofreram com a diminuição das mamas devido a fatores como gravidez, envelhecimento, amamentação, mastectomia ou emagrecimento, esta técnica consiste no implante de uma prótese de silicone, por cima ou por baixo do músculo peitoral, para conferir volume às mamas, sendo colocada através de uma incisão que pode ser feita nas axilas, ao redor da aréola ou embaixo dos seios. A colocação da prótese pode ser associada à retirada de pele e remodelagem da glândula em caso de flacidez, que chamamos de mastopexia. “O tamanho da prótese varia de acordo com o caso e deve ser escolhido em uma conversa entre o cirurgião e a paciente, levando em consideração fatores como o corpo, o tamanho do tórax, estatura. Existem diversos formatos de prótese que deve ser escolhido de acordo com proporcionalidade e desejo da paciente..
- Mastopexia: “Também conhecida por lifting de mama, a mastopexia é o procedimento utilizado para corrigir a flacidez das mamas, que surge naturalmente com o processo de envelhecimento, após amamentação ou perda de peso. É realizada através da remoção do excesso de pele da região, além do reposicionamento da aréola e do implante mamário, com as incisões e cicatrizes da mesma forma que da mamoplastia redutora. Esta técnica também pode ser combinada ao implante de silicone para dar volume aos seios, sendo denominada de mastopexia com inclusão de prótese mamária.”
De acordo com a cirurgiã plástica, nos três casos os resultados são visíveis logo após o procedimento e os cuidados pré e pós-operatório são os mesmos, sendo que antes da cirurgia é importante que você realize todos os exames laboratoriais solicitados pelo médico, pare o uso de cigarro e o consumo de bebidas alcoólicas na semana anterior à cirurgia e realize jejum de sólidos e líquidos nas oito horas que precedem a mamoplastia. “Já no período pós-operatório, que dura em média um mês , é fundamental que você sempre durma de barriga para cima, utilize um sutiã especial de sustentação para suportar os seios e evite realizar exercícios físicos, esforço ou muitos movimentos com os braços”, recomenda a Dra. Beatriz Lassance. “É importante ressaltar ainda que qualquer um dos procedimentos citados acima deve ser realizado apenas após os 18 anos, quando o desenvolvimento das mamas já está completo, e que antes de realizá-los você deve conversar com o seu cirurgião plástico. Apenas ele poderá fazer uma avaliação completa de seus seios e corpo e indicar o melhor procedimento para cada caso.”
Fonte: Dra. Beatriz Lassance - Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Tire suas dúvidas sobre possíveis riscos de tratamentos estéticos


 
Por Dr. Luís Felipe Maatz, Cirurgião Plástico, Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital Sírio-Libanês; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
 
As cirurgias plásticas e os procedimentos estéticos, desde que sejam realizados por médicos com especialização comprovada em cirurgia plástica e com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possuem, em geral, baixo risco. Para realizar um procedimento com segurança, além de procurar um cirurgião plástico habilitado, o paciente deve estar em bom estado de saúde. No caso de cirurgias de médio ou grande portes, há necessidade de exames complementares (como exames de sangue e cardiológicos). Além disso, deve ser realizada em local adequado e com toda infraestrutura necessária (geralmente clínicas de grande porte e hospitais).
 
Quem pode realizar o procedimento
Os profissionais habilitados para procedimentos estéticos são os Cirurgiões Plásticos e Dermatologistas. Para cirurgias plásticas, como indicado pelo próprio nome, o indicado é o Cirurgião Plástico. Há muitos médicos ou outros profissionais (como dentistas, biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas) que se intitulam especialistas em estética, mas não possuem formação para realizar os procedimentos de forma adequada e segura. Para minimizar os riscos de um procedimento, garanta que seu médico seja realmente especialista (você pode verificar essa informação nos sites da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e na Sociedade Brasileira de Dermatologia).
 
Para quem busca um tratamento na pele ou no corpo em geral, procure informações sobre seu médico e se ele tem prática com o procedimento que deseja realizar. Garanta que ele possua uma especialização adequada e título de especialista nas sociedades regulamentadas pela AMB - Associação Médica Brasileira (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Sociedade Brasileira de Dermatologia). Se o procedimento for mais invasivo, como cirurgias, haverá necessidade de exames complementares e a escolha de um ambiente hospitalar ou de clínica de grande porte.
 
Quando há erros
Os erros geralmente ocorrem em procedimentos realizados por profissionais que não possuem formação adequada, em ambiente inadequado e com produtos ou técnicas inadequadas. Cerca de 90% dos casos de queixas no CRM por possíveis erros médicos em procedimentos estéticos são contra profissionais que não são especialistas em cirurgia plástica ou dermatologia. Se expandirmos os números para as queixas em geral, incluindo os profissionais não-médicos que se aventuram em realizar os procedimentos estéticos, chegaremos a uma parcela menor ainda. Ou seja, realizar um procedimento estético com o profissional adequado é um pré-requisito mínimo para evitar possíveis complicações.
 
Como diferenciar erros de complicações
A definição de erro é: conduta profissional que pressupõe inobservância técnica capaz de produzir um dano à vida ou à saúde de outrem, caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência.
 
1- Imperícia: execução errada de um ato técnico profissional (falta de observação das normas ou despreparo do profissional). Por exemplo, realização de um procedimento estético por profissional não habilitado e sem a especialização adequada.
 
2- Imprudência: quando o profissional age sem o cuidado adequado (atitudes precipitadas ou sem cautela). Por exemplo, a realização de uma cirurgia sem a equipe adequada.
 
3 - Negligência: falta de cuidado ou de precaução ao se executar um ato profissional. Por exemplo, a realização de uma cirurgia em local inadequado ou sem os exames necessários.
 
É necessário deixar claro que todo e qualquer procedimento estético ou cirurgia pode acarretar em complicações, que são diferentes de erros.
 
As complicações são eventos adversos ao resultado esperado, mas que podem ocorrer em qualquer procedimento, mesmo que o profissional tenha formação adequada e tome todas as precauções necessárias.
 

Há a necessidade de que, durante a consulta médica, o médico explique as possíveis complicações e que o paciente esteja ciente de que elas possam eventualmente ocorrer, mesmo com o melhor médico, que utiliza da melhor técnica, no melhor ambiente e com o melhor produto.
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