sexta-feira, 26 de julho de 2019

Dia do Batom – Batom Caseiro Vegano




As autoras do Guia Completo da Beleza Feita em Casa (Editora Alaúde), Sunny Subramanian e Chrystle Fiedler, desenvolveram uma receita de batom simples e fácil de fazer em casa o seu próprio cosmético, ainda por cima vegano! Veja receita abaixo

Ingredientes
2 latinhas ou tubos para protetor labial
1 colher (chá) de manteiga de karité (veja o aviso abaixo) ou de manteiga de cacau ralada
1 colher (chá) de azeite de oliva, óleo de jojoba, de amêndoas doces ou de coco
3⁄4 de colher (chá) de cera de candelila
1 colher (chá) de mica em pó rosa ou vermelha
3 a 5 gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta


Modo de preparo
1. Numa tigela ou copo medidor refratário de vidro, misture a manteiga de karité, o azeite de oliva e a cera de candelila. Leve ao micro-ondas em potência alta, interrompendo para mexer a cada 10 segundos, até que os ingredientes derretam e fiquem completamente homogêneos. (O tempo total depende da potência do aparelho.)
2. Acrescente a mica em pó e o óleo essencial. Mexa para mesclar bem. Passe imediatamente para os tubinhos. Leve à geladeira por 30 minutos ou até que esfriem e endureçam por completo.
3. Aplique nos lábios quantas vezes quiser.
4. Mantenha em temperatura ambiente por até 6 meses. Atenção: Tem alergia a oleaginosas? Consulte o médico antes de usar manteiga de karité.

Dica
Se quiser, pode aumentar a quantidade de mica rosa ou vermelha até, no máximo, 1 colher (sopa) para obter uma cor mais intensa.

Seleção de texto: Lazinha Paes Leme 


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Fórmula & Cia. lança a sua linha de cosmeteria gourmet com 26 opções



       Uma experiência olfativa, sensorial e lúdica, que une a alta gourmeteria e ativos de frutas e outros alimentos, que resultam em cosméticos com mais qualidade e eficiência. Assim a farmacêutica e Diretora Técnica da Fórmula & Cia, Márcia Piva, resume a linha de Cosmeteria Gourmet, com 26 opções, que a rede de farmácias de manipulação lança, no ano em que comemora 30 anos de atuação.

A linha de Cosmeteria Gourmet da Fórmula & Cia. apresenta  hidratantes, geleias, mousses, manteigas esfoliantes, entre outras opções para o tratamento da pele – facial e corporal. A farmacêutica Márcia Piva cita a calda de melancia para o rosto, que trata e previne os estágios iniciais da acne. Sua composição, explica ela, possui probióticos, que regulam o PH e modulam a inflamação e o microbioma da pele, ativos que diminuem o tamanho dos poros e a secreção sebácea.

Uma opção dentro da linha de tratamento antienvelhecimento é a compota antioxidante de maçã com canela. A Diretora Técnica da Fórmula explica que essa compota possui o Zymo Radical, uma enzima capaz de neutralizar uma quantidade considerável de radicais livres.

Para hidratante de pele sensível, acneica, com melasma ou dermatite atópica, a  linha de Cosmeteria Gourmet sugere o ‘iogurte grego’ com probióticos de aveia coloidal. Para ser aplicado na pele após o banho, ele contém em sua composição, entre outros, ômega 3 (anti-inflamatório) e ômega 9 (cicatrizante), aveia coloidal e skinbiotics, que são probióticos que recuperam a função barreira e o sistema imunológico.

A  Cosmeteria Gourmet da Fórmula  tem opções para tratamento e manutenção  da pele saudável, como  a máscara facial hidratante com chocolate belga, a mousse  hidratante  corporal de chocolate com chantilly e o shake capilar de melancia. Como sugestão de tônico facial, a linha tem o ‘champagne’ com água termal, ácido hialurônico, resveratrol, B complex e oligoelementos.

Perfil – A Fórmula & Cia. Farmácias com Manipulação, de Campinas, comemora 30 anos de atuação no mercado com a marca de 8 mil produtos manipulados por mês, entre medicamentos e cosméticos. O fundador e diretor-superintendente, Marcos Ebert, prevê que em 2019 a empresa tenha um faturamento 20% maior que os R$ 12 milhões no ano anterior. Com sete laboratórios nas suas duas unidades, que produzem cápsulas, soluções orais e fórmulas dermatológicas e cosméticas, a Fórmula conta com 100 colaboradores e oito profissionais farmacêuticos, tendo à frente a diretora Técnica, farmacêutica e também fundadora, Márcia Piva.

Marcos Ebert avalia que os investimentos contínuos realizados pela Fórmula, ao longo dos últimos 30 anos, fizeram com que as pessoas percebessem os princípios da empresa, baseados na competência e idoneidade. “Acreditamos que tanto para a classe médica, como para o público em geral, é importante contar com uma farmácia que faça a personalização com competência e que tenha profissionais farmacêuticos altamente gabaritados”, explica. Ele acrescenta que a qualidade no atendimento, a ampliação das possibilidades oferecidas na manipulação de medicamentos, bem como a internacionalização do segmento, têm contribuído para que a Fórmula amplie a sua atuação no mercado.

Conforme o Panorama Setorial da Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Marcos Ebert afirma que a Fórmula & Cia. está entre as 5% maiores farmácias de manipulação do País.  A estimativa é que no Brasil tenham 7 mil farmácias de manipulação.

A Diretora Técnica, Márcia Piva, acrescenta que a orientação dos profissionais farmacêuticos aos clientes – a chamada Atenção Farmacêutica é outro fator importante. “Nossa equipe de oito profissionais farmacêuticos está capacitada para essa tarefa, inclusive orientando e tirando possíveis dúvidas dos clientes durante o período de tratamento”, acrescenta.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Vaidade: ter ou não ter. Eis a questão !
Especialista em carreira alerta para as armadilhas da vaidade


 

A vaidade é perigosa. Tem um conceito tão amplo e sedutor quanto o próprio sentimento. A palavra originária do latim significa oco, vazio. No dicionário quer dizer valorização que se atribui a própria aparência ou a intelectualidade, mas pode se encontrar mais de 130 sinônimos correlacionados a vaidade. Na história do cristianismo, a vaidade é o primeiro pecado capital.
Para o professor da FGV e fundador da escola do Pensar da ESIC Internacional, Luciano Salamacha, a vaidade é uma fera que deve ser controlada no ambiente profissional. Em excesso pode cegar, colocar tudo a perder, e na falta dela pode ser a pitada que faltava para a autoestima, sentimento fundamental na disputa de cargos de liderança. Salamacha orienta algumas atitudes que podem fazer com que não se caia na fogueira da vaidade :
1 - Todo profissional deve periodicamente revisar as atividades que desenvolve, pois algumas vezes, alimentamos por vaidade certa rotina de trabalho que passou a ser desnecessária.
2- A vaidade acontece o tempo todo em nossas vidas, por isso, tenha sempre pessoas de sua confiança que possam apontar se deve manter afazeres por necessidade ou  por pura vaidade. Pessoas que possam, inclusive apontar se você está certo sobre certas habilidades que você considera ter.
3 – Não seja refém de pessoas que por maldade vão usar essa característica para provar que você deve ser menos despretensioso, sem ganância, sem ambição, porque na verdade querem te frear na competição.
4- Perceba o que está cultuando na empresa. Estamos num momento em que certos valores estão sendo revistos. Às vezes, valorizamos coisas que não têm a menor finalidade prática.
5 – Perceba o quanto sua vaidade é nociva ou não. Há pessoas autocríticas que se condenam demais, destroem a própria autoestima. Saem de um extremo a outro. Gerencie melhor suas emoções e seu julgamento sobre você.
5 – Troque a vaidade por validade. Na vaidade somos oco, na validade temos força e poder. Estamos plenos.
6- Use a vaidade para avaliar melhor a si mesmo e aos outros e tenha cuidado ao alertar um vaidoso. Talvez ele saiba, mas prefere mostrar que continua na ignorância ou, talvez acredite que seja esse o caminho.
Luciano Salamacha diz que subir na carreira requer antes de mais nada melhorar a nós mesmos, por isso temos que entrar em contato com a realidade e tentar controlá-la. O antídoto da vaidade é a humildade e isso nada tem a ver com nos humilhar, mas em encarar o outro de forma mais igual, muitas vezes aceitando os defeitos e erros, pois somos seres humanos e como tal, absolutamente todos erramos. As pessoas vaidosas dentro de uma empresa são soberbas na hora de ensinar, deixando claro quem estão numa posição acima do outro, mas Salamacha aconselha “ nada é estático principalmente numa companhia,o estagiário que se ensina hoje, pode chegar a chefia amanhã.”
O professor afirma que pessoa vaidosa é pouco estratégica, é frágil porque alguns elogios podem quebrar sua resistência.
Luciano Salamacha avalia que a vaidade é o caminho para a autossatisfação, é como uma droga “ Ilude temporariamente que talvez você seja o que não é, que tem um poder que não existe e nessa ilusão, o vaidoso coloca os pés pelas mãos.“
Salamacha diz que vaidade extrema é um defeito, mas a falta dela também. A falta de vaidade também pode indicar falta de amor próprio. Como amar o que se faz, ou ganhar o respeito do outro quando demonstramos que não amamos a nós mesmos?
O lado positivo da vaidade na medida certa é a autoconfiança e a autoestima que temos ter todos os dias quando saímos para o trabalho. Para Salamacha, não basta apenas uma boa formação curricular, há de se ter nessa era uma boa formação ética e acima de tudo cultivar boas relações.

Luciano Salamacha
Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e de multinacionais, atuando como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos. É um dos raros professores que fazem parte do “Quadro de Honra de Docentes”, da FGV Management. Também é professor de mestrado e doutorado no Brasil, na Argentina e nos EUA. Salamacha é fundador da Escola do Pensar, coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, uma das mais importantes escolas de negócios da Europa. Luciano Salamacha é autor de livros e artigos científicos publicados no Brasil e no exterior. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.
Seleção de texto: Lázara Paes Leme

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Salto alto e lesões em corredoras


O uso de salto alto altera inicialmente nosso eixo de equilíbrio, devido ao posicionamento do pé para frente. Esta má posição, juntamente com o desconforto do próprio sapato cujo bico fino aperta os dedos dos pés, provoca uma série de problemas em sequência, que podemos descrever de acordo com a anatomia do tornozelo e pé, de distal para proximal.
Como o pé fica sempre inclinado, a força e a carga recaem sobre a região anterior do pé e dedos (antigamente chamada de artelhos). Isso pode gerar dor pela compressão, calos e até mesmo úlceras nos pés menos sensíveis.
Essa pressão também pode causar maiores deformidades, como dedos em garra, martelo, ou botoeira, que podem se tornar rígidas e bastantes desconfortáveis.
Além disso, pode haver alterações ósseas com lesões na cartilagem e nos ossos, como osteocondroses, necroses ósseas e fratura por stress. O salto bico fino é o responsável por outro problema comum entre mulheres que o adotam com alta frequência: como os dedos são comprimidos e ficam sobrepostos um sobre os outros, cria-se o quadro de hálux valgo, popularmente conhecido como joanete. Também pode haver um desgaste, que conhecemos como halux rígidus, formando saliências ósseas e dor na hora de movimentar a articulação.
Metatarso
Essa é aquela área que na hora do impulso, na marcha ou corrida, recebe a maior carga. O pé fica inclinado, a força recai sobre essa região e depois dali sai o impulso que causa a sobrecarga. Além da dor (metatarsalgia), também podem ocorrer úlceras e diminuição do coxim gorduroso plantar, além da lesão da placa plantar.
Além disso, o aumento da pressão na cabeça do metatarso poderá gerar lesões ósseas, como necroses e artroses; das partes moles (tendinopatias e lesões ligamentares) e o conhecido Neuroma de Morton.
Mediopé e retropé
Essas regiões localizadas no meio e na porção posterior do pé recebem menos carga e ficam encurtadas. Essa inclinação pode gerar um impacto na região posterior, causando dor devido à proximidade do calcâneo, talus e tíbia.
Tornozelo e perna
Como o pé fica constantemente inclinado, essa posição força a panturrilha, predispondo as tendinopatias do Aquiles, encurtamentos, síndrome de haglung, além de câimbras e lesões musculares.
Acredita-se erroneamente que o uso do salto alto fortalece a panturrilha, dando mais firmeza e beleza à batata da perna. Isso na verdade é uma contratura às custas do encurtamento e tensão constantes e não fortalecimento. Este deve ser feito de forma orientada e na musculação ou corrida.
Os problemas não ficam apenas nos pés, eles podem atingir também os joelhos, coluna e até mesmo a circulação. Para qualquer um desses problemas e mais orientações, vale sempre a pena procurar um especialista!
Ana Paula Simões é Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.
Seleção de textos: Lazinha Paes Leme

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mamoplastia: conheça os diferentes tipos de cirurgia plástica nas mamas


Cirurgiã plástica explica como funcionam e quando são recomendados os procedimentos capazes de aumentar, reduzir e corrigir a flacidez dos seios.

A mamoplastia é toda e qualquer cirurgia plástica que modifica o formato e aparência dos seios, tornando-os maiores, menores ou mais levantados. Sendo assim, ainda é a técnica mais indicada para quem quer que as mamas fiquem proporcionais e harmônicas com o restante do corpo. A popularidade deste tipo de procedimento é tanta que, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), as cirurgias de mama, junto a lipoaspiração e a abdominoplastia, figuram entre os principais procedimentos estéticos realizados nos consultórios de cirurgia plástica. Porém, as diversas nomenclaturas existentes para estes procedimentos que alteram a aparência dos seios podem causar confusão na hora de falar para seu cirurgião plástico o que você quer fazer. Para ajudar nestes casos, a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), explicou quais os tipos de cirurgia plástica existentes e quando são recomendados. Confira:
- Mamoplastia redutora:
Ideal para mulheres que possuem seios volumosos, desproporcionais e que causam dor nas costas devido ao tamanho e para homens que sofrem de ginecomastia, ou seja, o crescimento excessivo das mamas, a mamoplastia redutora visa remover o excesso de glândulas mamárias, gordura e pele da região para que as mamas fiquem proporcionais ao restante do corpo. “As incisões para o procedimento podem ser feitas em volta da aréola dos seios, ou em formato de T invertido, iniciando-se ao redor da aréola e continuando por uma linha vertical até a base do seio e outra horizontal no sulco mamário. Já o tamanho, o formato e a visibilidade das cicatrizes após o procedimento vão variar de acordo com o caso e o tamanho da mama”, afirma a especialista.
- Mamoplastia de aumento: Indicada para mulheres que possuem seios pequenos ou que sofreram com a diminuição das mamas devido a fatores como gravidez, envelhecimento, amamentação, mastectomia ou emagrecimento, esta técnica consiste no implante de uma prótese de silicone, por cima ou por baixo do músculo peitoral, para conferir volume às mamas, sendo colocada através de uma incisão que pode ser feita nas axilas, ao redor da aréola ou embaixo dos seios. A colocação da prótese pode ser associada à retirada de pele e remodelagem da glândula em caso de flacidez, que chamamos de mastopexia. “O tamanho da prótese varia de acordo com o caso e deve ser escolhido em uma conversa entre o cirurgião e a paciente, levando em consideração fatores como o corpo, o tamanho do tórax, estatura. Existem diversos formatos de prótese que deve ser escolhido de acordo com proporcionalidade e desejo da paciente..
- Mastopexia: “Também conhecida por lifting de mama, a mastopexia é o procedimento utilizado para corrigir a flacidez das mamas, que surge naturalmente com o processo de envelhecimento, após amamentação ou perda de peso. É realizada através da remoção do excesso de pele da região, além do reposicionamento da aréola e do implante mamário, com as incisões e cicatrizes da mesma forma que da mamoplastia redutora. Esta técnica também pode ser combinada ao implante de silicone para dar volume aos seios, sendo denominada de mastopexia com inclusão de prótese mamária.”
De acordo com a cirurgiã plástica, nos três casos os resultados são visíveis logo após o procedimento e os cuidados pré e pós-operatório são os mesmos, sendo que antes da cirurgia é importante que você realize todos os exames laboratoriais solicitados pelo médico, pare o uso de cigarro e o consumo de bebidas alcoólicas na semana anterior à cirurgia e realize jejum de sólidos e líquidos nas oito horas que precedem a mamoplastia. “Já no período pós-operatório, que dura em média um mês , é fundamental que você sempre durma de barriga para cima, utilize um sutiã especial de sustentação para suportar os seios e evite realizar exercícios físicos, esforço ou muitos movimentos com os braços”, recomenda a Dra. Beatriz Lassance. “É importante ressaltar ainda que qualquer um dos procedimentos citados acima deve ser realizado apenas após os 18 anos, quando o desenvolvimento das mamas já está completo, e que antes de realizá-los você deve conversar com o seu cirurgião plástico. Apenas ele poderá fazer uma avaliação completa de seus seios e corpo e indicar o melhor procedimento para cada caso.”
Fonte: Dra. Beatriz Lassance - Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Tire suas dúvidas sobre possíveis riscos de tratamentos estéticos


 
Por Dr. Luís Felipe Maatz, Cirurgião Plástico, Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital Sírio-Libanês; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
 
As cirurgias plásticas e os procedimentos estéticos, desde que sejam realizados por médicos com especialização comprovada em cirurgia plástica e com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possuem, em geral, baixo risco. Para realizar um procedimento com segurança, além de procurar um cirurgião plástico habilitado, o paciente deve estar em bom estado de saúde. No caso de cirurgias de médio ou grande portes, há necessidade de exames complementares (como exames de sangue e cardiológicos). Além disso, deve ser realizada em local adequado e com toda infraestrutura necessária (geralmente clínicas de grande porte e hospitais).
 
Quem pode realizar o procedimento
Os profissionais habilitados para procedimentos estéticos são os Cirurgiões Plásticos e Dermatologistas. Para cirurgias plásticas, como indicado pelo próprio nome, o indicado é o Cirurgião Plástico. Há muitos médicos ou outros profissionais (como dentistas, biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas) que se intitulam especialistas em estética, mas não possuem formação para realizar os procedimentos de forma adequada e segura. Para minimizar os riscos de um procedimento, garanta que seu médico seja realmente especialista (você pode verificar essa informação nos sites da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e na Sociedade Brasileira de Dermatologia).
 
Para quem busca um tratamento na pele ou no corpo em geral, procure informações sobre seu médico e se ele tem prática com o procedimento que deseja realizar. Garanta que ele possua uma especialização adequada e título de especialista nas sociedades regulamentadas pela AMB - Associação Médica Brasileira (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Sociedade Brasileira de Dermatologia). Se o procedimento for mais invasivo, como cirurgias, haverá necessidade de exames complementares e a escolha de um ambiente hospitalar ou de clínica de grande porte.
 
Quando há erros
Os erros geralmente ocorrem em procedimentos realizados por profissionais que não possuem formação adequada, em ambiente inadequado e com produtos ou técnicas inadequadas. Cerca de 90% dos casos de queixas no CRM por possíveis erros médicos em procedimentos estéticos são contra profissionais que não são especialistas em cirurgia plástica ou dermatologia. Se expandirmos os números para as queixas em geral, incluindo os profissionais não-médicos que se aventuram em realizar os procedimentos estéticos, chegaremos a uma parcela menor ainda. Ou seja, realizar um procedimento estético com o profissional adequado é um pré-requisito mínimo para evitar possíveis complicações.
 
Como diferenciar erros de complicações
A definição de erro é: conduta profissional que pressupõe inobservância técnica capaz de produzir um dano à vida ou à saúde de outrem, caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência.
 
1- Imperícia: execução errada de um ato técnico profissional (falta de observação das normas ou despreparo do profissional). Por exemplo, realização de um procedimento estético por profissional não habilitado e sem a especialização adequada.
 
2- Imprudência: quando o profissional age sem o cuidado adequado (atitudes precipitadas ou sem cautela). Por exemplo, a realização de uma cirurgia sem a equipe adequada.
 
3 - Negligência: falta de cuidado ou de precaução ao se executar um ato profissional. Por exemplo, a realização de uma cirurgia em local inadequado ou sem os exames necessários.
 
É necessário deixar claro que todo e qualquer procedimento estético ou cirurgia pode acarretar em complicações, que são diferentes de erros.
 
As complicações são eventos adversos ao resultado esperado, mas que podem ocorrer em qualquer procedimento, mesmo que o profissional tenha formação adequada e tome todas as precauções necessárias.
 

Há a necessidade de que, durante a consulta médica, o médico explique as possíveis complicações e que o paciente esteja ciente de que elas possam eventualmente ocorrer, mesmo com o melhor médico, que utiliza da melhor técnica, no melhor ambiente e com o melhor produto.
Seleção de texto: Lazinha Paes Leme