segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Frutas aliadas ao emagrecimento: saiba como o seu consumo pode ajudar na dieta

Se você está em um processo de reeducação alimentar, já pensou em adotar as frutas no seu cardápio para emagrecer de forma saudável? O consumo de frutas ajuda a combater o excesso de peso e ainda previne diversas doenças. Segundo o André Veinert, Nutrólogo da Clínica Healthme Gerenciamento de Perda de Peso. Titulado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE), o ideal é consumir uma variedade de frutas durante a dieta. “As frutas devem possuir cores diferentes, pois essas frutas contêm diferentes características como vitaminas e minerais”, afirma. O recomendado é consumir de três a cinco porções diárias para obter as quantidades de vitaminas e nutrientes necessárias para a manutenção da saúde. “Apesar de todas as frutas serem bem-vindas para a saúde, quem está de dieta deve fazer as escolhas certas das frutas, pois algumas são calorias, o que pode colocar a dieta em risco”, alerta o nutrólogo. As frutas também contribuem para o emagrecimento pelo fato de apresentarem um teor de fibras proporcionando maior saciedade no controle alimentar. “Algumas possuem substâncias antioxidantes que impedem os ativos inflamatórios no organismo de interferir no processo de emagrecimento”, ressalta o Dr.André. Além disso, as fibras também auxiliam no trânsito intestinal e regulam os níveis de colesterol no sangue. “Pera, maçã, mamão e o pêssego são frutas ricas em fibras e que devem ser incluídas na dieta”, diz o especialista. Há ainda aquelas frutas que combatem a retenção de líquidos. “Algumas frutas são diuréticas, pois aumentam a excreção de água do corpo. O ideal é consumir frutas ricas em potássio para reduzir a retenção de líquido do organismo. Nesse caso, invista no limão, kiwi, melancia ou abacaxi”, esclarece o nutrólogo. Apesar das frutas ajudarem no emagrecimento também é importante não abusar. “O seu excesso pode contribuir para o acúmulo de tecido adiposo. O ideal é controlar o consumo de frutas ricas em carboidratos como abacate, banana e uva”, sugere o Dr.André. As frutas devem ser ingeridas junto com as refeições, por exemplo, no café da manhã ou no lanche da tarde. “Ameixa, maçã, cereja, melão podem ser consumidos após as refeições”, recomenda o médico. Frutas do bem! O nutrólogo André Veinert listou algumas frutas que contribui para o emagrecimento e previne doenças. Confira: Maça: é rica em pectina um tipo de fibra solúvel que se transforma em gel no estômago, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo o ritmo de absorção da glicose. Ainda é rica em potássio que elimina o sódio do corpo reduzindo a retenção de líquidos. Abacate: o consumo regular do abacate ajuda a reduzir os níveis de colesterol e eleva o HDL conhecido como colesterol bom. Entretanto, essa fruta é bastante caloria, por isso, controle o seu consumo. Laranja: é rica em fibras naturais reduzindo o apetite e também ajuda a regular o funcionamento do intestino diminuindo o colesterol. Uva: as frutas são ricas em antioxidantes, o que neutraliza as funções dos radicais livres evitando que eles destruam as células. Melancia: a fruta hidrata o corpo e também inibi a fome. Além disso, a melancia possui poucas calorias (33 kcal para cada 100 g). Pera: é rica em fibras e também permanece por mais tempo no estômago eliminando as substâncias que fazem mal ao organismo. Limão: acelera o metabolismo e também auxilia na manutenção do peso. Sobre o médico Dr. André Veinert, Nutrólogo da Clínica Healthme Gerenciamento de Perda de Peso. Titulado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE) Seleção de texto: Lázara Paes Leme

domingo, 9 de novembro de 2014

Aos 45 anos, 90% das mulheres não conseguem mais ter filhos

Especialista diz que tratamentos de fertilização assistida socorrem pacientes nessa situação com elevada taxa de sucesso Um em cada cinco casais enfrenta dificuldade para engravidar. Quando a mulher tem mais de 35 anos, essa proporção é alterada para um em cada três. Aos 45 anos, 90% das mulheres não conseguem mais ter filhos naturalmente. Esse tipo de problema vem se tornando cada vez mais comum. Em parte, mudanças de comportamento socioeconômico – como adiar a gravidez para depois de se atingir alguma estabilidade profissional – têm contribuído bastante para elevar esses índices. Em contrapartida, mais e mais casais têm buscado ajuda especializada para ter filhos. Na opinião de Edson Borges Junior, especialista em Medicina Reprodutiva e sócio-fundador do Grupo Fertility, uma série de mudanças de estilo de vida, hábitos alimentares e fatores ambientais têm levado muitos casais a contar com ajuda especializada para concretizar seus planos de formar uma família. “Por se tratar de um problema intrínseco às questões do século 21, a ciência está bastante empenhada em desenvolver tecnologias avançadas e profissionais bem preparados para atender esse tipo de demanda. Há que se dizer que, hoje em dia, as taxas de sucesso estão muito mais elevadas do que há dez anos, por exemplo”. O especialista pondera que, mesmo que as chances de gestação natural sejam baixas a partir dos 40 anos, os tratamentos de fertilização assistida são uma opção interessante. “Em 2013, alcançamos uma taxa de gestação de 40% para pacientes nessa faixa etária e de quase 45% para mulheres entre 31 e 35 anos. São taxas consideradas altas. Obviamente, ao adiar a maternidade os casais se expõem a esse tipo de risco. Por isso, o mais indicado quando um casal decide adiar a gravidez por alguns anos seria buscar aconselhamento com especialistas em Medicina Reprodutiva, haja vista a possibilidade de preservar a fertilidade tanto da mulher quanto do homem através de técnicas específicas”. Borges diz que a criopreservação de espermatozoides já é um método bastante difundido entre os homens, principalmente daqueles que vão se submeter a tratamentos contra o câncer. Já com relação à preservação da fertilidade feminina, o médico afirma que algumas possibilidades devem ser bem avaliadas, como o congelamento de óvulos e embriões. “Seja qual for a razão por que se está considerando métodos de preservação da fertilidade, é importante que a paciente tenha até 37 anos. O nascimento de bebês saudáveis depois desse tipo de técnica abre novas possibilidades para casais que precisam ou desejam adiar a chegada de um filho”. Fonte: Dr. Edson Borges Junior, especialista em Medicina Reprodutiva, doutor em Urologia pela Unifesp (2005), doutor em Ginecologia pela Unesp (2007), sócio-fundador do Fertility Medical Group e diretor científico do Instituto Sapientiae. Seleção de texto: Lazinha Paes Leme