segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Fraqueza da musculatura abdominal pode causar desgaste nas articulações intervertebrais
Sentir frequentemente dores nas costas e em demais regiões do corpo pode ser um indicio de que a musculatura responsável por estabilizar a coluna e as articulações está fragilizada. Ou seja, esses músculos, que funcionam como uma “cinta de proteção”, perdem o seu tônus e passam a não exercer seu papel estabilizador causando as dores na coluna podendo estas irradiar para outras regiões como braços, ombro, pescoço, se a dor for na região cervical e para membros inferiores, se a dor for na região lombar.
A fraqueza na região do abdômen provoca um esforço a mais na coluna, pois causa uma sobrecarga na sua porção inferior e isso gera um desgaste nas articulações intervertebrais e seus componentes. “Com a musculatura menos fortalecida é maior o risco de acometimento de lesões no disco intervertebral”, alerta o fisioterapeuta Helder Montenegro, especialista em coluna vertebral, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRC, diretor do Instituto Pilates.
Para prevenir os incômodos, o ideal é investir em atividades que proporcionem o fortalecimento dos músculos que sustentam a coluna. Um exemplo é o Pilates. “Quando a musculatura está fortalecida, protege os ossos e articulações. Outra vantagem é que por meio da prática dos exercícios de pilates, associado a uma atividade aeróbica, estimula a perda de peso corporal, o que acaba reduzindo a sobrecarga na lombar”, informa o fisioterapeuta.
Por ser um exercício de baixa intensidade, pode ser praticado por pessoas de diferentes idades, desde que haja o acompanhamento de um profissional especializado. “No pilates é trabalhada a consciência corporal. Dessa forma, os exercícios são realizados respeitando os limites do corpo de cada pessoa. A técnica do Pilates prioriza a proteção da coluna e busca o alinhamento da postura. Com isso, melhora a estabilidade do tronco e alivia incômodos na lombar”, afirma Montenegro.
O Pilates também melhora a capacidade respiratória, pois exige que os movimentos sejam realizados associados com a respiração, fortalecendo o diafragma, músculo responsável por essa função. “Alguns exercícios são realizados no solo. Já outros são realizados com acessórios e equipamentos como a bola, por exemplo, aumentam a resistência de músculos do abdômen e das pernas”, diz o especialista acrescentando que a diferença do Pilates em comparação à outras atividades é por ser totalmente voltado para a boa execução dos movimentos por meio de boa postura, respiração e equilíbrio. “Ele promove um alongamento maior do corpo, prevenindo lesões através da aquisição de músculos mais definidos e estabilizados”, conclui Helder.
Sobre a Fonte
Dr. Helder Montenegro, fisioterapeuta, especialista em coluna vertebral, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRC, diretor do Instituto Pilates
Seleção de texto: Lázara Paes Leme
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Frutas aliadas ao emagrecimento: saiba como o seu consumo pode ajudar na dieta
Se você está em um processo de reeducação alimentar, já pensou em adotar as frutas no seu cardápio para emagrecer de forma saudável? O consumo de frutas ajuda a combater o excesso de peso e ainda previne diversas doenças.
Segundo o André Veinert, Nutrólogo da Clínica Healthme Gerenciamento de Perda de Peso. Titulado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE), o ideal é consumir uma variedade de frutas durante a dieta. “As frutas devem possuir cores diferentes, pois essas frutas contêm diferentes características como vitaminas e minerais”, afirma.
O recomendado é consumir de três a cinco porções diárias para obter as quantidades de vitaminas e nutrientes necessárias para a manutenção da saúde. “Apesar de todas as frutas serem bem-vindas para a saúde, quem está de dieta deve fazer as escolhas certas das frutas, pois algumas são calorias, o que pode colocar a dieta em risco”, alerta o nutrólogo.
As frutas também contribuem para o emagrecimento pelo fato de apresentarem um teor de fibras proporcionando maior saciedade no controle alimentar. “Algumas possuem substâncias antioxidantes que impedem os ativos inflamatórios no organismo de interferir no processo de emagrecimento”, ressalta o Dr.André.
Além disso, as fibras também auxiliam no trânsito intestinal e regulam os níveis de colesterol no sangue. “Pera, maçã, mamão e o pêssego são frutas ricas em fibras e que devem ser incluídas na dieta”, diz o especialista.
Há ainda aquelas frutas que combatem a retenção de líquidos. “Algumas frutas são diuréticas, pois aumentam a excreção de água do corpo. O ideal é consumir frutas ricas em potássio para reduzir a retenção de líquido do organismo. Nesse caso, invista no limão, kiwi, melancia ou abacaxi”, esclarece o nutrólogo.
Apesar das frutas ajudarem no emagrecimento também é importante não abusar. “O seu excesso pode contribuir para o acúmulo de tecido adiposo. O ideal é controlar o consumo de frutas ricas em carboidratos como abacate, banana e uva”, sugere o Dr.André.
As frutas devem ser ingeridas junto com as refeições, por exemplo, no café da manhã ou no lanche da tarde. “Ameixa, maçã, cereja, melão podem ser consumidos após as refeições”, recomenda o médico.
Frutas do bem!
O nutrólogo André Veinert listou algumas frutas que contribui para o emagrecimento e previne doenças. Confira:
Maça: é rica em pectina um tipo de fibra solúvel que se transforma em gel no estômago, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo o ritmo de absorção da glicose. Ainda é rica em potássio que elimina o sódio do corpo reduzindo a retenção de líquidos.
Abacate: o consumo regular do abacate ajuda a reduzir os níveis de colesterol e eleva o HDL conhecido como colesterol bom. Entretanto, essa fruta é bastante caloria, por isso, controle o seu consumo.
Laranja: é rica em fibras naturais reduzindo o apetite e também ajuda a regular o funcionamento do intestino diminuindo o colesterol.
Uva: as frutas são ricas em antioxidantes, o que neutraliza as funções dos radicais livres evitando que eles destruam as células.
Melancia: a fruta hidrata o corpo e também inibi a fome. Além disso, a melancia possui poucas calorias (33 kcal para cada 100 g).
Pera: é rica em fibras e também permanece por mais tempo no estômago eliminando as substâncias que fazem mal ao organismo.
Limão: acelera o metabolismo e também auxilia na manutenção do peso.
Sobre o médico
Dr. André Veinert, Nutrólogo da Clínica Healthme Gerenciamento de Perda de Peso.
Titulado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE)
Seleção de texto: Lázara Paes Leme
domingo, 9 de novembro de 2014
Aos 45 anos, 90% das mulheres não conseguem mais ter filhos
Especialista diz que tratamentos de fertilização assistida socorrem pacientes nessa situação com elevada taxa de sucesso
Um em cada cinco casais enfrenta dificuldade para engravidar. Quando a mulher tem mais de 35 anos, essa proporção é alterada para um em cada três. Aos 45 anos, 90% das mulheres não conseguem mais ter filhos naturalmente. Esse tipo de problema vem se tornando cada vez mais comum. Em parte, mudanças de comportamento socioeconômico – como adiar a gravidez para depois de se atingir alguma estabilidade profissional – têm contribuído bastante para elevar esses índices. Em contrapartida, mais e mais casais têm buscado ajuda especializada para ter filhos.
Na opinião de Edson Borges Junior, especialista em Medicina Reprodutiva e sócio-fundador do Grupo Fertility, uma série de mudanças de estilo de vida, hábitos alimentares e fatores ambientais têm levado muitos casais a contar com ajuda especializada para concretizar seus planos de formar uma família. “Por se tratar de um problema intrínseco às questões do século 21, a ciência está bastante empenhada em desenvolver tecnologias avançadas e profissionais bem preparados para atender esse tipo de demanda. Há que se dizer que, hoje em dia, as taxas de sucesso estão muito mais elevadas do que há dez anos, por exemplo”.
O especialista pondera que, mesmo que as chances de gestação natural sejam baixas a partir dos 40 anos, os tratamentos de fertilização assistida são uma opção interessante. “Em 2013, alcançamos uma taxa de gestação de 40% para pacientes nessa faixa etária e de quase 45% para mulheres entre 31 e 35 anos. São taxas consideradas altas. Obviamente, ao adiar a maternidade os casais se expõem a esse tipo de risco. Por isso, o mais indicado quando um casal decide adiar a gravidez por alguns anos seria buscar aconselhamento com especialistas em Medicina Reprodutiva, haja vista a possibilidade de preservar a fertilidade tanto da mulher quanto do homem através de técnicas específicas”.
Borges diz que a criopreservação de espermatozoides já é um método bastante difundido entre os homens, principalmente daqueles que vão se submeter a tratamentos contra o câncer. Já com relação à preservação da fertilidade feminina, o médico afirma que algumas possibilidades devem ser bem avaliadas, como o congelamento de óvulos e embriões. “Seja qual for a razão por que se está considerando métodos de preservação da fertilidade, é importante que a paciente tenha até 37 anos. O nascimento de bebês saudáveis depois desse tipo de técnica abre novas possibilidades para casais que precisam ou desejam adiar a chegada de um filho”.
Fonte: Dr. Edson Borges Junior, especialista em Medicina Reprodutiva, doutor em Urologia pela Unifesp (2005), doutor em Ginecologia pela Unesp (2007), sócio-fundador do Fertility Medical Group e diretor científico do Instituto Sapientiae.
Seleção de texto: Lazinha Paes Leme
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Diagnóstico precoce garante possibilidade de cura de quase 100% em alguns casos de câncer
No Brasil, de acordo com o Inca, estimativa é de 580 mil novos casos de câncer em geral para 2014, sendo mais de 57 mil só de mama
Acompanhamento do Grupo Médico do Carelink oferece segurança e
agilidade como diferenciais aos pacientes com câncer
No mundo todo, acontecem em outubro campanhas para destacar a luta contra o câncer de mama, com o objetivo de estimular a população, empresas e entidades a executarem ações de prevenção, ressaltando a importância de certos cuidados para obter o diagnóstico precoce no controle da doença.
Segundo a médica oncologista do Carelink, do Grupo B2 Saúde, Cristina Castella, o câncer é uma doença silenciosa. “Quando surge algum sintoma da doença, geralmente ele já está em estado avançado, por esse motivo, os exames preventivos são tão importantes”, frisa. “Quanto mais inicialmente a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura, além de permitir um tratamento menos agressivo. Nos estados iniciais a possibilidade de cura chega a quase 100%”, afirma.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil há estimativa de 580 mil novos casos de câncer em geral para 2014, sendo 57.120 casos novos apenas de câncer de mama.
O câncer de mama feminino é o tipo mais frequente nas regiões Sul (71 casos/100 mil), Sudeste (71 casos/100 mil), Centro-Oeste (51 casos/100 mil) e Nordeste (37 casos/100 mil). Na região Norte é o segundo mais incidente (21 casos/100 mil). A incidência em homens é bem rara e representa menos de 1% do total de casos de câncer de mama.
Sintomas
Os principais sinais e sintomas em relação ao câncer de mama são: caroço e/ou inchaço no seio, irritação ou irregularidade na pele, como covinhas ou franzidos, que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja, dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro), vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama, saída de secreção (que não leite) pelo mamilo e caroço na axila.
As células do corpo humano sofrem mutações devido a fatores hereditários ou ambientais como o uso do álcool, cigarro ou alimentação inadequada. “Se o organismo é saudável estas células são eliminadas, caso contrário, quando o sistema imunológico está alterado, estas células se multiplicam descontroladamente. O tumor maligno de mama tem a sua origem no crescimento desordenado de células no tecido mamário, cujas células malignas têm a capacidade de invadir as células normais ao seu redor e se proliferarem”, explica Cristina. Os principais fatores de risco para o câncer de mama estão relacionados aos aspectos endócrinos, genéticos e idade.
Prevenção
A médica informa que não há uma prevenção direta para o câncer de mama, mas alguns fatores estão relacionados ao aparecimento de tumor maligno, como: ingestão de álcool, alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade, idade reprodutiva, histórico familiar, fatores comportamentais e mutações genéticas. “A principal forma de evitá-la é o diagnóstico precoce através do autoexame, exame clínico médico e mamografia”, ressalta Cristina.
Para a prevenção do câncer em geral, as orientações são: não fumar, realizar atividades físicas, fazer sexo seguro, usar protetor solar, realizar diariamente a higiene oral, cuidado com bebidas alcoólicas, ter uma alimentação saudável e fazer exames regularmente.
Grupo de acompanhamento
No Carelink Consultoria em Gestão de Saúde, do grupo B2 Saúde, os pacientes com suspeita ou diagnóstico de câncer, independente do tipo, recebem acompanhamento e orientações sobre a doença, além de esclarecimento de dúvidas e auxílio na solução de pendências, até mesmo administrativas, como por exemplo, para realização de exames, internações, indicações e outros casos.
De acordo com Cristina, são oferecidos suporte e apoio de qualidade para os cerca de 500 pacientes atendidos pelo grupo de oncologia. “Temos uma equipe multidisciplinar para atender as necessidades de cada um, com o objetivo de agilizar e dar seguimento ao tratamento, atrelados a maior segurança, ponto relevante, que influencia muito o lado emocional dos indivíduos”, explicou.
A médica oncologista do Carelink afirma que o fator psicológico é decisivo para o bom andamento dos tratamentos e quanto mais seguro e confiante o paciente estiver, melhor será o resultado. “O trabalho que realizamos agrega diferenciais para os usuários dos planos de saúde e o retorno que obtemos tem sido bastante positivo”, frisou Cristina.
(Seleção de texto: Lazinha Paes Leme)
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Meias de compressão ajudam a evitar varizes e previnem inchaço nas pernas
Não são poucas as pessoas que se queixam de inchaço nas pernas no final do dia. Essa situação é decorrente de uma dificuldade no retorno venoso. Diante disso, o sangue que está nas pernas não consegue retornar ao coração, causando assim inchaço, dor nas pernas e, em casos mais graves, coágulos e trombose.
As causas para o inchaço dos membros são diversificadas. “Alguns medicamentos são vasodilatadoras, o que acaba fazendo com que aumente o volume de sangue circulante nas pernas e, com isso, causando uma dificuldade no retorno. Outra causa é a elevação da temperatura climática”, explica o angiologista Ary Elwing, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser.
No verão é muito comum que as pernas fiquem inchadas porque, de acordo com o especialista, os vasos se dilatam para manter a temperatura corpórea, fazendo com que ocorra um extravasamento de líquidos nas pernas e nos pés. “Essa reação do corpo acaba prejudicando a absorção de líquidos pelo sistema linfático e, com isso, dificulta o retorno sanguíneo”, afirma ele.
Mas não são apenas essas razões que causam o inchaço nas pernas no final do dia. Problemas cardíacos ou renais, alterações hormonais, a obesidade, o sedentarismo e até mesmo permanecer longos períodos na mesma posição, seja ela sentada ou em pé são outros fatores que causam uma dificuldade no bombeamento de sangue na panturrilha para o coração.
Como as meias ajudam a amenizar o inchaço e as varizes?
Esses problemas são mais frequentes no público feminino. Entretanto, para quem tem tendência ao desenvolvimento de varizes ou problemas de inchaço, o ideal é optar pelo uso de meias de compressão que ajudam a melhor o retorno sanguíneo. “As meias de compressão elástica ajudam a bombear o sangue das pernas para o coração e ainda melhora a velocidade da circulação no interior das veias, combatendo as varizes e os inchaços”, garante Elwing.
Outro benefício do uso desse acessório é que ela diminui a sensação de peso e cansaço nas pernas no final do dia. “As meias de compressão elástica são recomendadas para grávidas, pois neste período as mulheres estão mais propensas ao desenvolvimento de varizes e também retêm mais líquidos por causa das alterações hormonais. Também são indicadas para obesos, após procedimento cirúrgico, para profissionais que permanecem muito tempo em pé e para indivíduos com fator de hipercoagulação”, indica o angiologista.
Qual meia escolher?
Entretanto, antes de sair comprando a primeira que encontrar na loja, busque orientação de um médico para que ele recomende o tipo mais indicado a voe acordo com a medida da circunferência do tornozelo, da panturrilha e das coxas. “De modo geral, existem vários tipos que são as meias antitrombos são aquelas dos pés à batata da perna, as 3/4 que são dois dedos abaixo do joelho, 7/8 (acima do joelho, até o meio da coxa) e a tradicional meia calça até a altura do umbigo”, descreve o angiologista.
É importante ressaltar que não é indicado dormir com a meia de compressão elástica. Antes de deitar, deve-se tirar as meias e colocar em um local que esteja em fácil acesso para vestir logo ao acordar. “A colocação precisa ser feita ainda deitada na cama para facilitar e a paciente deve permanecer com o ela durante o dia inteiro. Se ela ficar folgada ou fácil de colocar, consulte o profissional novamente para substituir a mesma”, conclui Elwing.
SOBRE O MÉDICO:
Dr. Ary Elwing (CRM-22.946), angiologista, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser.
www.aryelwing.com.br/
Seleção de texto: Lázara Paes Leme
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Estrias: Descubra como surgem e saiba como tratá-las
Se tem algo que incomoda homens e mulheres é o aparecimento de estrias na pele. Esses riscos, semelhantes a cicatrizes, costumam aparecer em diferentes pontos do corpo, entre eles: nas coxas, quadris, barriga, braços, nas costas e nas nádegas.
Segundo Ana Claudia Gomes, fisioterapeuta do Zahra Spa & Estética, o aparecimento de estrias, normalmente se dá quando ocorre um estiramento da pele em curto período, podendo ser por causa do aumento de peso corporal. “A consequência é o rompimento das fibras elásticas e de colágeno. Todavia, alterações hormonais, corriqueiras no período gestacional ou na adolescência, contribuem para o surgimento do problema”, descreve.
A predisposição genética aumenta a probabilidade do aparecimento de estrias na pele e, de modo geral, elas surgem até os 30 anos de idade que é quando as fibras elásticas da pele ainda apresentam rigidez. Aliás, o efeito sanfona, aumento da massa muscular durante a musculação e tratamentos sistêmicos com corticoides favorecem o problema.
“As estrias avermelhadas são as mais recentes. Como as fibras ainda estão se reorganizando, são mais fáceis de serem tratadas. Porém, quando o tratamento não é feito elas perdem gradativamente a coloração e ficam brancas. Neste caso, como não apresenta mais a reação inflamatória, são mais difíceis de serem tratadas”, informa a fisioterapeuta.
É possível combater!
A boa notícia é que as clínicas de estética contam com diversos tratamentos para combater essa vilã da pele. Vale ressaltar que, dependendo do tamanho e tempo da estria, não é possível eliminá-la totalmente, mas é possível que fiquem invisíveis a olho nu.
A fisioterapeuta explica que um dos tratamentos que tem sido muito requisitos é a carboxiterapia. “Consiste na injeção de dióxido de carbono (CO2), por meio de uma agulha fina, sob a pele com o objetivo de melhorar a circulação celular e a oxigenação dos tecidos”, descreve Ana Cláudia.
Isso ocorre, pois o gás tem um efeito vasodilatador, facilitando os fluidos entre as células e, dessa forma aumenta circulação sanguínea no local. “Durante o procedimento o paciente sente uma leve ardência e, em alguns casos, um incomodo na pele. No entanto, nada que provoque dores intensas. O benefício é que além de amenizar as estrias, ameniza a celulite e traz rejuvenescimento corporal”, garante a especialista.
Para resultados eficazes, a recomendação é de 10 a 20 sessões, com aplicações realizadas uma ou duas vezes por semana para que o organismo metabolize o gás. “Já na terceira semana sessão é possível notar a melhora. Lembrando que, o tratamento não é indicado para gestantes ou com doenças crônicas”, conclui Ana Claudia Gomes.
SOBRE A FONTE
Ana Claudia Gomes, fisioterapeuta do Zahra Spa & Estética.
Seleção de texto: Lazinha Paes Leme
7 mitos e verdades sobre a cirurgia plástica no inverno
Procura por procedimentos estéticos cresce nesta época, saiba o que é real sobre as intervenções médicas no frio
Os meses de junho e julho são os mais gelados do ano e, também, um dos períodos mais procurados para fazer cirurgias plásticas. Por serem meses frios, muitas mulheres optam por fazer intervenções estéticas. Mas, operar no inverno é a melhor opção? O diretor clínico da Dream Plastic, uma das maiores clínicas de cirurgia plástica do Brasil, Fabrício Veloso, aponta os 7 mitos e verdades sobre as cirurgias plásticas no inverno:
1- Os meses de junho e julho são os mais procurados para fazer uma cirurgia plástica? Mito ou verdade?
Parcialmente verdade. Os meses de junho e julho, de fato, estão entre os mais procurados. Contudo, dezembro e janeiro também aparecem com a mesma proporção no número de cirurgias, uma vez que durante os meses citados as pessoas geralmente estão em período de férias e também podem contar com a ajuda de amigos ou parentes disponíveis pelo mesmo motivo.
2- O inverno é realmente a melhor época do ano para se realizar uma cirurgia plástica? Mito ou verdade?
Verdade. Nessa época do ano é mais confortável realizar a cirurgia. Pacientes recém-operadas devem evitar a exposição ao sol, uma vez que tal fato poderá comprometer a cicatrização. Além disso, o calor potencializa o inchaço, principalmente quando a pessoa já tem tendência a reter líquidos.
3- Existem cirurgias plásticas não indicadas para esta época do ano? Mito ou verdade?
Mito. Contraindicações cirúrgicas geralmente não estão relacionadas ao clima. Muitas mulheres optam por essa estação do ano, no intuito de estarem preparadas para usufruir do verão com a sua nova silhueta. De fato, a paciente deve levar em consideração, sobretudo, a qualidade da formação acadêmica do cirurgião plástico, se o mesmo é especialista em Cirurgia Plástica, sendo membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
4- Os incômodos pós-cirúrgicos são menores por causa do frio? Mito ou verdade?
Verdade. O clima mais ameno proporciona maior conforto para a paciente que busca melhorar o contorno corporal, uma vez que as malhas cirúrgicas podem incomodar muito durante o verão. Além disso, no inverno, os inchaços típicos do pós-cirurgico são menos intensos.
5- Os inchaços após a cirurgia tendem a diminuir com mais facilidade no inverno? Mito ou verdade?
Verdade. O período frio provoca uma vasoconstrição periférica, ou seja, uma contração dos vasos sanguíneos, proporcionando a redução do inchaço. Por este motivo, o inverno chama a atenção dos pacientes.
6- Os resultados das cirurgias plásticas no inverno são mais satisfatórios? Mito ou verdade?
Mito. Um resultado satisfatório está relacionado a uma série de fatores que não incluem a estação do ano. Um pós-operatório bem sucedido, no qual a paciente segue todas as orientações médicas, será o grande diferencial. A mesma deve respeitar o período de repouso evitando esforço físico excessivo, além de cumprir rigorosamente os intervalos das medicaçõesprescritas.
7- Cintas modeladoras são mais confortáveis no inverno e facilitam a recuperação da paciente nesta época? Mito ou verdade?
Verdade. Uma vez que a incidência de raios solares nessa época do ano é consideravelmente menor, o uso de cintas elásticas e sutiãs durante o pós-operatório se torna mais confortável para a paciente. Além disso, o fato de suar menos proporciona um procedimento mais higiênico.
Sobre a Dream Plastic
A Dream Plastic, uma das maiores clínicas de cirurgia plástica do Brasil, está localizada na cidade de São Paulo e é considerada referência no segmento de cirurgia plástica no país. Com 1000m² de estrutura, conta com 100 colaboradores, entre médicos, anestesistas e profissionais administrativos.
A Dream Plastic já realizou mais de 40 mil cirurgias plásticas e preza pela formação acadêmica de seu corpo clínico, composto por profissionais especializados nas melhores universidades públicas do país, como USP, UNIFESP e UNESP, além de serem membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Mais informações: www.plasticadosonho.com.br
Seleção de texto: Lazinha Paes Leme
Saiba como funciona a doação de óvulos
A lei brasileira define que a doação de óvulos tem de ser anônima, sendo que a mãe oficial é aquela que gerou o bebê, ou seja, quem recebeu o óvulo doado para ser fecundado e transplantado em seu útero. “É importante explicar que qualquer mulher em idade fértil pode doar seu óvulo àquelas pacientes que não podem engravidar de forma natural. No entanto, não existe no País um banco de óvulos congelados para doação, mas algumas clínicas mantêm óvulos que possam ter sobrado de algum tratamento e, com permissão da paciente, estes são encaminhados à doação”, explica o ginecologista Joji Ueno (CRM 48.486), Doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera.
Na prática, o processo é bem simples. Enquanto a doadora destina-se à coleta dos óvulos, uma receptora tem o seu útero preparado para o recebimento do embrião. O médico comenta que para coletar este material, chamado gametas, a doadora tem de se submeter à indução de ovulação. “São utilizados medicamentos específicos no início do ciclo menstrual que irão agir diretamente no ovário, induzindo o crescimento dos óvulos”, acrescenta.
Em aproximadamente 10 dias, estes óvulos estão preparados para ser retirados, por meio de uma agulha aplicada na vagina, guiada pelo transdutor transvaginal. “Por meio de ultrassonografia e exames de sangue verifica-se se os óvulos estão prontos. Depois disso, o transdutor transvaginal atinge a região ovariana para aspirar ao conteúdo dos folículos, onde estão os óvulos”, detalha o ginecologista. Todo o procedimento é realizado com sedação leve.
Após este processo, o especialista tem de avaliar se os óvulos estão em condições de serem transferidos para que ocorra a fertilização in vitro (FIV). Na data em que são aspirados, é necessário que o doador do sêmen faça a coleta dos espermatozoides, pois no mesmo dia deverão ser fecundados em laboratório. “A ideia é que o procedimento reproduza exatamente o que aconteceria no útero de forma natural, colocando um óvulo e alguns espermatozoides em uma mesma cultura ou injetando-os diretamente”, afirma o especialista. Na seqüência, os embriões devem passar por um período de maturação, para depois serem transferidos para o útero feminino. E após uns 14 dias, a paciente realiza exame para diagnosticar que o método obteve resultado positivo.
Para tornar-se doadora, a mulher deve ter idade menor que 35 anos, pois nessa faixa etária os óvulos são mais novos e apresentam chances menores de apresentarem algum tipo de problema genético. A doadora também não pode ter alguma doença genética hereditária, problemas de saúde como cânceres dependentes de hormônio. Em geral, participam deste tipo de procedimento, mulheres que já estão em tratamento de reprodução assistida, sendo que não é oferecido algum pagamento pela doação. “As clínicas costumam sugerir a doação compartilhada, ou seja, a doadora tem um abatimento no tratamento que já está sendo realizado”, finaliza o médico.
SOBRE A FONTE:
Ginecologista Joji Ueno (CRM 48.486), Doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera.
Seleção de texto: Lazinha Paes Leme
sexta-feira, 18 de julho de 2014
CODEPENDÊNCIA: SAIBA O QUE É, CARACTERÍSTICAS E TRATAMENTO
A maioria das pessoas que estabelecem uma relação de dependência não percebe a mudança do seu comportamento, elas passam fugir de suas responsabilidades, não desenvolvem suas qualidades e habilidades para encarar as consequências de uma vida adulta.
Os relacionamentos codependentes podem acontecer na família, no ambiente de trabalho, entre amigos e marido ou mulher.
Segundo a terapeuta e coach Dra.Erica Aidar, a codependência está associada à forma como o indivíduo depende da outra pessoa. “A esposa que tolera todas as consequências do marido em relação ao alcoolismo, agressividade, crises de ciúmes, suportando todos esses abusos porque ela tem medo da separação e acaba se submetendo a chantagens emocionais do marido”, afirma.
Ainda tem os casos em que o filho mantém uma relação de codependência com o pai. “O pai assume todas as consequências do seu filho por se preocupar excessivamente com o seu bem estar, o que acaba gerando uma relação de dependência entre ambos. O filho não cresce e muito menos amadurece”, diz a terapeuta.
A maioria das pessoas que mantém uma relação de codependência tem baixa autoestima, toleram os problemas dos outros, pois temem perder o amor e a atenção do individuo. “Eles apresentam dificuldade em manter uma relação saudável e sempre estão prontos para atender qualquer solicitação do indivíduo tolerando todos os tipos de abusos. Essas pessoas não enxergam que mantém um relacionamento egoísta que pode afetar tanto a saúde física e emocional, apresentando quadros depressivos e ansiosos”, ressalta a Dra. Erica Aidar.
Conforme o tempo vai passando a pessoa pode deixar a sua vida de lado. “É um processo longo que pode levá-la a autodestruição e o abandono de si mesma. Quando a pessoa chega nesse nível pode ser necessário ajuda de um profissional”, aconselha a especialista.
O tratamento da codependência ajuda o indivíduo a buscar a sua autoestima e se libertar dessa relação. “Com o acompanhamento de um terapeuta é possível trabalhar nas sessões um novo comportamento para ajudar a controlar a obsessividade. Aos poucos o indivíduo vai percebendo que não há necessidade de viver na sombra do outro e que sim ele pode manter um relacionamento saudável sem excesso de proteção”, explica a Dra. Erica.
Além disso, é importante tratar a depressão e a ansiedade que também fazem parte da relação de copendência. “Pode ser necessário à consulta com especialistas para tratar esses distúrbios e o uso de uma medicação antidepressiva”, sugere a terapeuta.
A terapia só irá conseguir evoluir e melhorar o quadro do indivíduo se ele aceitar que possui um problema e que necessita de tratamento com um profissional.
Terapeuta e Coach Erica Aidar
Site - www.ericaaidarcoach.com
(Seleção de texto: Lazinha leme)
Assinar:
Postagens (Atom)
