quarta-feira, 15 de junho de 2016

68 milhões de brasileiros podem ter a vida impactada pelo Câncer de Colo do Útero avançado

Pesquisa Datafolha também revela que a mãe e o cônjuge são as pessoas que mais podem ajudar durante o tratamento São Paulo, 15 de junho de 2016 – Pesquisa Datafolha, encomendada pela Roche Farma Brasil, mostra que um em cada três pessoas - aproximadamente 68 milhões de brasileiros¹ - conhece alguém que tem ou terá Câncer de Colo do Útero avançado. A doença tem maior incidência em mulheres de 40 a 50 anos, economicamente ativas, com baixo poder aquisitivo e com famílias constituídas. A pesquisa também aponta que 30% das pacientes apresentaram algum problema psicoemocional que refletiram em seu círculo de convivência e 18% necessitaram de suporte constante de amigos e familiares. Outro dado relevante apontado na pesquisa é que o cônjuge e a mãe aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente, como as pessoas que mais podem ajudar nesse momento, precedidos apenas pelo médico. Para superar Os resultados evidenciam que, não apenas as pacientes, mas também todos que a cercam, têm a vida impactada de alguma forma pelo câncer de colo do útero, doença que mata cerca de 5 mil mulheres por ano e terá mais de 16 mil² novos casos em 2016 no Brasil³. “Quando a mulher começa a perceber os primeiros sinais, o câncer pode já está em fase avançada. O exame preventivo de Papanicolaou detecta alterações no colo de útero antes do surgimento do câncer, e o tratamento nesta fase interrompe a evolução da doença. Vários fatores justificam as altas incidência, morbidade e mortalidade por câncer de colo de útero no Brasil. Dentre eles, podemos destacar barreiras culturais, falta de informação, limitado acesso a exames de prevenção e ao tratamento ideal . A realização do estadiamento completo e do tratamento correto para o estágio identificado é fundamental. O treinamento dos profissionais oncologistas e a incorporação das novas tecnologias , principalmente em radioterapia e tratamentos medicamentosos, traz significativo impacto na sobrevida e na qualidade de vida das pacientes. Do ponto de vista do tratamento medicamentoso, o principal avanço recente foi o registro no Brasil do medicamento bevacizumabe para o tratamento de pacientes em estágio avançado. “Em pacientes com câncer de colo de útero metastático, recidivado ou persistente após o tratamento inicial, a combinação de quimioterapia (cisplatina + paclitaxel) com o medicamento bevacizumabe levou ao aumento da expectativa média de vida em 30% e redução de 33% na progressão da doença. Trata-se do primeiro medicamento biológico que trouxe benefício em sobrevida global sem redução da qualidade de vida em pacientes com câncer de colo de útero” Diante desse cenário, a médica acredita que o acesso à informação correta, ao diagnóstico e à saúde integral, incluindo opções inovadoras, é o principal elemento para promover a igualdade terapêutica. CONHEÇA MAIS NUMEROS DA PESQUISA: • O câncer de colo do útero o terceiro câncer mais lembrado pela população brasileira, principalmente pelas mulheres; • 58% dos brasileiros não sabem ou não conhecem nenhum tratamento para câncer de colo de útero avançado; • Entre as mulheres, 51% não citaram colo do útero, ao serem indagadas sobre o tipo de câncer que conhecem; • dessas, apenas 29% conhecem os sintomas do CCU; • em relação à saúde das brasileiras, 27% nunca realizaram ou não costumam realizar o exame Papanicolau, 78% o teste de HPV e colposcopia. Esse dado é mais evidente entre as mulheres mais jovens, de escolaridade fundamental e de classe D/E; • após estímulo com conceito, 33% das mulheres declaram que não conheciam ou não tinham ouvido falar sobre câncer de colo do útero avançado; • há maior fragilidade entre as mulheres que utilizam o serviço público de saúde, as menos privilegiadas economicamente e menos escolarizadas; • 81% dos entrevistados acreditam que sem ter plano de saúde é mais demorado o diagnóstico da doença. • 84% dos brasileiros acreditam que quando o câncer de colo do útero se espalha por outras partes do corpo, a pessoa tem pouco tempo vida; (Seleção de textos: Lazinha Paes leme)

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